Eugène Delacroix - "A liberdade guiando o povo" - 1830






20 de nov de 2013

Palavra a bem da sensatez e dos bons costumes

O Brasil vive dias estranhos. O brasileiro volta a questionar seus valores.

Uma pessoal sensata e de bons costumes, ao ver qualquer ato de corrupção, roubo, etc, ficaria indignada, independente do autor.

No Brasil de hoje, isso ficou relativo. “Se for meu adversário roubando, é crime, se for meu aliado, é golpe da mídia, das elites, ou de qualquer outra entidade abstrata”.

Isso beira o fanatismo religioso, onde os atos escusos, são justificados pelo partido a que se pertence, que passa a fazer o papel de seita.

Pessoas sensatas e de bons costumes, condenam atos ilícitos, não importando a agremiação ou o partido político.

Fanáticos que tratam partido político como seita, buscam desculpas de todo tipo para justificar seus atos, escondem-se atrás de um suposto “golpe das elites” (elite pra mim é quem está no poder há mais de 10 anos).

Se autoproclamar “preso político” é uma das coisas mais ridículas que já ouvi. Estamos em uma democracia (ainda), e os condenados fazem parte do partido político que controla o executivo há mais de uma década, e os juízes de STF que os condenaram por ampla maioria (por vezes unanimidade) foram quase todos (cerca de 2/3) indicados por este mesmo partido!

Chamar os membros do judiciário de “traidores” é o mesmo que dizer que, por terem sido indicados pelo PT, automaticamente todos os membros do PT estão acima da LEI e podem cometer qualquer delito, pois o STF lhe deve gratidão e obediência. Oras, isso é coisa que se vê apenas em ditaduras como Coréia do Norte, Cuba, certos países africanos, Irã e agora recentemente Venezuela.



29 de jul de 2013

Dilma e o abraço do afogado

A declaração de Dilma à Folha nesta semana, afirmando que é impossível dissocia-la de Lula, e que Lula não vai voltar porque nunca saiu, não chega a ser uma novidade chocante para aqueles que acompanham o governo. Porém, ouvir isso da boca da presidente nos traz algumas reflexões.
Primeiro, a presidente admite publicamente e de livre e espontânea vontade sua condição de POSTE, de marionete, de alguém sem nenhum valor, que apenas existe para cumprir uma regra da legislação eleitoral, uma fraude, um embuste. Como disse, isso não é nenhuma novidade, mas ouvir isso da boca dela tem outra conotação.

Por óbvio que sua intenção não era passar atestado de vaso decorativo (aliás, para decorar algo falta muito), mas sim, tentar colar sua imagem na de Lula num momento de desespero. No momento em que seu “governo” faz mais água que o Titanic, que os aliados estão pulando fora como ratos desesperados, ela tenta lançar uma arma fatal: “eu e Lula somos a mesma pessoa”. Isso na verdade é o abraço do afogado. Dilma tenta usar Lula como uma última boia para se salvar do naufrágio.


Conhecendo-se Lula, sabe-se que ele vai repelir este abraço, jamais aceitaria afundar em prol de algum companheiro. Já deixou Genoíno, Dirceu, João Paulo e Palocci afundar sem se prestar a tábua de salvação. Não será agora que irá colar sua imagem a imagem de uma governante desqualificada.

25 de jul de 2013

Bolsa família

A mensagem abaixo circula por e-mail na net. Não sei quem é o autor, mas vale a reflexão:

Como o setor têxtil é de vital importância para a economia do Ceará, a demanda por mão de obra na indústria têxtil é imensa e precisa ser constantemente formada e preparada.

Diante disso, o Sinditêxtil fechou um acordo com o Governo do Estado, para coordenar um curso de formação de costureiras..

O governo exigiu que o curso devesse atender a um grupo de pelo menos 400 mulheres. Como o governador é do PT, exigiu que as mulheres fossem escolhidas dentre as que participam do programa Bolsa Família.O importante acordo foi fechado dentro das seguintes atribuições: O Governo entrou com o recurso;O SENAI com a formação das costureiras, através de um curso de 120 horas/aula e O Sinditêxtil, com o compromisso de enviar o cadastro das formadas às inúmeras indústrias do setor, que dariam emprego às novas costureiras. Pela carência de mão obra, a ideia não poderia ser melhor. 

Pois bem. O curso foi concluído recentemente e, com isso, os cadastros das costureiras formadas foram enviados para as empresas, que se prontificaram em fazer as contratações.E foi nessa hora que a porca torceu o rabo, gente. Anotem aí o número de contratações:ZERO!Entenderam bem? ZERO!

Sabe qual o motivo? Simples, embora triste e muito lamentável, como afirma com dó, o diretor do Sinditextil: "Todas as costureiras, por estarem incluídas no Bolsa Família, se negaram a trabalhar com carteira assinada. Para todas as 400 costureiras que fizeram o curso, o Bolsa Família é um benefício que não pode ser perdido". É para sempre. Nenhuma admite perder o subsídio


SEM NEGÓCIO:De forma uníssona, a condição imposta pelas 400 formadas é de que não se negocia a perda do Bolsa Família.Para trabalhar como costureira, só recebendo por fora, na informalidade.Como as empresas se negaram, nenhuma costureira foi aproveitada.
Casos idênticos do mesmo horror estão se multiplicando em vários setores.

É a prova cabal de que ser um VAGABUNDO dá lucro neste país, o errado agora é trabalhar.
QUEM ESTÁ CRIANDO ELEITORES DE CABRESTO, COMPRADOS ATÉ EM SUA DIGNIDADE, RECUSANDO-SE A TRABALHAR PELO SEU SUSTENTO?
 ADVINHE QUEM PAGA O PATO, TODO MÊS DESCONTANDO 27,5 % DE I.R ? Sou EU o grande idiota dessa história, que sou obrigado a trabalhar para pagar os impostos que esses VAGABUNDOS que o governo FICHOU e agora não consegue DESPEDIR.

9 de jul de 2013

Explicando Eike Batista para leigos

Uma vez, num pequeno e distante vilarejo, apareceu um homem anunciando que compraria burros por R$10,00 cada. Como havia muitos burros na região, os aldeões iniciaram a caçada. 

O homem comprou centenas de burros a R$10,00, e como os aldeões diminuíram o esforço na caça, o homem anunciou que pagaria R$20,00 por cada burro. Os aldeões foram novamente à caça, mas logo os burros foram escasseando e os aldeões desistiram da busca. 

A oferta aumentou então para R$25,00 e a quantidade de burros ficou tão pequena que já não havia mais interesse em caçá-los. O homem então anunciou que compraria cada burro por R$50,00! Como iria à cidade grande, deixaria seu assistente cuidando da compra dos burros. 

Na ausência do homem, seu assistente propôs aos aldeões: - "Sabem os burros que o homem comprou de vocês? Eu posso vendê-los a vocês a R$35,00 cada. Quando o homem voltar da cidade, vocês vendem a ele pelos R$50,00 que ele oferece, e ganham uma boa bolada". 

Os aldeões pegaram suas economias e compraram TODOS os burros do assistente. Os dias se passaram, e eles nunca mais viram nem o homem, nem o seu assistente, somente burros por todos os lados."  

14 de jan de 2013

O Brasil que se dane

Saiu na Folha, e já foi amplamente divulgado:


"Por Natuza Nery, na Folha:
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem demonstrado preocupação com o desempenho do governo Dilma Rousseff e seus reflexos sobre o projeto de poder do PT. Para discutir a situação, marcou uma reunião com a presidente para a segunda quinzena de janeiro. Na avaliação do petista, segundo interlocutores, Dilma precisa “destravar” sua administração, entre outras razões para segurar sua alta popularidade em um ano desafiador como 2013."

....


Vejam bem que a grande preocupação de Lula e dos petistas em geral é com "o plano de poder do PT", ou seja, o fato do Brasil estar entrando em uma espiral descendente em sua economia e em todos os indicadores (energia, inflação, reservas, investimento, etc) é um mero detalhe, um simples empecilho que pode atrapalhar os planos do PT.

Esse é o "filho do Brasil" e o "pai dos pobres" dando um recado bem claro: O BRASIL QUE SE DANE.

9 de jan de 2013

O PT foi contra



1985 - O PT é CONTRA a eleição de Tancredo Neves e EXPULSA os deputados que votaram    nele.
1988 - O PT vota CONTRA a Nova Constituição que mudou o rumo do Brasil.
1989 - O PT DEFENDE O NÃO PAGAMENTO da dívida brasileira, o que transformaria o Brasil num CALOTEIRO MUNDIAL.
1993 - Presidente Itamar Franco convoca todos os partidos para um governo de coalizão pelo bem do país. O PT foi CONTRA e não participou.
1994 - O PT vota CONTRA O PLANO REAL e diz que a medida é eleitoreira.
1996 - O PT vota CONTRA a REELEIÇÃO. Hoje defende.
1998 - O PT vota CONTRA a PRIVATIZAÇÃO DA TELEFONIA, medida que hoje nos permite ter acesso a internet e mais de 150 MILHÕES DE LINHAS TELEFÔNICAS.
1999 - O PT vota CONTRA a adoção do CÂMBIO FLUTUANTE.
1999 - O PT vota CONTRA a ADOÇÃO das METAS DE INFLAÇÃO.
2000 - O PT luta FEROZMENTE CONTRA a criação da LEI DA RESPONSABILIDADE FISCAL, que obriga os governantes a gastarem apenas o que arrecadarem, ou seja, o óbvio que não era feito no Brasil.
2001 - O PT vota CONTRA a criação dos PROGRAMAS SOCIAIS no governo FERNANDO HENRIQUE CARDOSO: Bolsa Escola, Vale Alimentação, Vale Gás, PETI e outras bolsas são classificadas como ESMOLAS ELEITOREIRAS e insuficientes.
Quase toda estrutura sócio-econômica do Brasil foi construída no período listado acima. O PT foi CONTRA TUDO E CONTRA TODOS.(O PT, era oposição e oposição faz essas coisas. Não vê o que estão fazendo agora?)

HOJE ROUBAM TODOS OS AVANÇOS QUE OS OUTROS PARTIDOS PROMOVERAM E POSAM COMO OS ÚNICOS CONSTRUTORES DE UM PAÍS DEMOCRÁTICO. Já que o PT foi contra tudo e contra todos desde a sua fundação, fica uma pergunta para que os leitores respondam:
EM 10 ANOS DE GOVERNO, QUAIS AS REFORMAS QUE O PT PROMOVEU NO BRASIL PARA MUDAR O QUE OS SEUS ANTECESSORES DEIXARAM?
                                                                                                              
REFORMA TRABALHISTA – nada mudou
REFORMA TRIBUTÁRIA – pagamos altos impostos e existem desvios. Os pobres pagam mais.
REFORMA JUDICIÁRIA - muitas leis estão caducando – a Justiça continua morosa.
REFORMA PREVIDENCIÁRIA – os aposentados foram penalizados


O Partido da Incoerência

Pode-se falar o que quiser do PT, mas nunca antes na história deste país existiu um partido como este, absolutamente ímpar.

O PT se diz vítima do regime militar, que teve seus membros perseguidos, presos, torturados e exilados, e que toda essa luta foi em nome da democracia.
Quando o regime militar acabou e o Brasil fez uma nova constituição, apelidada de "Cidadã", o PT foi contra, não assinou a carta magna.

Posteriormente, quando o então presidente Fernando Collor foi pego com a mão na cumbuca, em um esquema de corrupção, onde o fator determinante foi o recebimento de um Fiat Elba, o PT botou os militantes na rua e pediu o impeachment de Collor (mesmo que 15 anos depois, Collor se tornou um dos maiores aliados do PT, assim como Sarney e Maluf).

Depois o PT chega ao poder. O governo é surpreendido no maior caso de corrupção da república. Mas agora  ao invés de impeachment, os petistas falam em golpe, estariam sendo vítimas de um golpe da imprensa e das "elites". Incrível como as perspectivas mudaram.

Quando Genoíno e Dirceu são condenados a cadeia por corrupção  os petistas falam de golpe do STF contra a democracia. Dizem que a história de vida, de luta "a favor da democracia" coloca estes homens acima da Lei. O que fizeram no passado serve de passe-livre para os crimes do futuro. Ou seja, os fins justificam os meios, e os petistas estão sempre acima da Lei (além do Sarney).

Em termos de relações exteriores, os absurdos são ainda maiores. Lula e o PT sempre foram intimamente ligados as principais ditaduras mundiais (Cuba, Líbia, Irã, Venezuela).

Quando o presidente de Honduras sofreu impeachment, dentro das mais corretas regras constitucionais daquele país, o PT bradou "golpe" e deu asilo político a Zelaya na embaixada brasileira (!). O hóspede ficou lá alguns meses, depois foi embora por ter caído no ostracismo, mesmo dentro de seu país.

O mesmo aconteceu no Paraguai, que destituiu seu presidente seguindo rigorosamente as regras constitucionais. Da mesma forma o PT gritou "golpe".

Agora é a vez da Venezuela, que quer manter presidente um homem que ninguém sabe se está vivo, violando as regras constitucionais. Aí o PT vem e diz que está tudo certo na Venezuela, não há nada de errado. O PT não aceita a Constituição Brasileira (tampouco a respeita), mas vive se metendo na constituição dos outros países.

Nestes 10 anos de governo o PT mostrou sua verdadeira cara: incoerente, corrupto ao extremo, anti-democrático, autoritarista, inescrupuloso e amoral (que não possui moral alguma).

O Brasil é hoje refém desta quadrilha, onde o resgate é o pacote de "bolsas-qualquer-coisa", que funciona como uma arma apontada para a cabeço do povo mais humilde: deixe de votar no PT e a arma dispara.

8 de jan de 2013

O Brasil na encruzilhada



Ives Gandra da Silva Martins
(* Ives Gandra da Silva Martins é jurista.)

A economia não é uma ciência ideológica, como quer certa corrente política, nem uma ciência matemática, como pretendem os econometristas. É evidente que a matemática é um bom instrumental auxiliar, não mais que isto, enquanto a ideologia é um excelente complicador. A economia é, fundamentalmente, uma ciência psicossocial, que evolui de acordo com os impulsos dos interesses da sociedade, cabendo ao Estado garantir o desenvolvimento e o equilíbrio social, e não conduzi-la, pois, quando o faz, atrapalha.

Por outro lado, o interesse público, em todos os tempos históricos e períodos geográficos, se confunde, principalmente, com o interesse dos detentores do poder, políticos e burocratas, que, enquistados no aparato do Estado, querem estabilidade e bons proventos, sendo o serviço à sociedade um mero efeito colateral (vide meu Uma breve teoria do poder, Ed. RT).

Por esta razão, o tributo é o maior instrumento de domínio, sendo uma norma de rejeição social, porque todos sabem que o pagam mais para manter os privilégios dos governantes do que para que o Estado preste serviços públicos. A carga tributária é, pois, sempre desmedida, para atender os dois objetivos.

Na superelite nacional, representada pelos governantes, o déficit previdenciário gerado para atender menos de 1 milhão de servidores aposentados foi superior a 50 bilhões de reais, em 2011; enquanto para os cidadãos de segunda categoria — o povo — foi de pouco mais de 40 bilhões, para atender 24 milhões de brasileiros!!!

Numa arrecadação de quase 1 trilhão e quinhentos bilhões de reais (35% do PIB brasileiro), foram destinados à decantada Bolsa Família menos de 20 bilhões de reais! Em torno de 1% de toda a arrecadação!!! O grande eleitor do presidente Lula e da presidente Dilma não custou praticamente nada aos erários da República.

O poder fascina! No Brasil, há 29 partidos políticos. Mesmo consultando os grandes filósofos políticos desde a antiguidade até o presente, não consegui encontrar 29 ideologias políticas diferentes, capazes de criar 29 sistemas políticos autênticos e diversos. Desde Sun Tzu, passando por indianos, pré-socráticos, a trindade áurea da filosofia grega (Sócrates, Platão e Aristóteles), pelos árabes Alfarabi, Avicena e Averróis, e os patrísticos e autores medievais, entre eles Santo Agostinho e Santo Tomás, e entrando por Hobbes, Locke, Montesquieu, Hegel até Proudhon, Marx, Hannah Arendt, Rawls, Lijphart, Schmitt e muitos outros, não encontrei 29 sistemas políticos distintos.

Ora, 29 partidos políticos exigem de qualquer governo a acomodação de aliados, e tal acomodação implica criação de ministérios e encargos burocráticos e tributários para o contribuinte. O Brasil tem muito mais ministérios que os Estados Unidos. Por esta razão, suporta uma carga tributária indecente e uma carga burocrática caótica para tentar sustentar um Estado, em que a presidente Dilma não conseguiu reduzir o peso da administração sobre o sofrido cidadão.

E os detentores do poder, num festival permanente de auto-outorga de benesses, insistem em aumentar seus privilégios, como ocorre neste fim de ano, com a pretendida contratação de mais 10 mil servidores e aumentos em cascata de seus vencimentos. Acresce a este quadro a ideológica postura de que os investidores no Brasil não devem ter lucro, ou devem tê-lo em níveis bem reduzidos. Resultado: México e Colômbia têm recebido investidores que viriam para o Brasil, pois tal preconceito ideológico inexiste nesses países.

A consequência é que, no governo Dilma, jamais os prognósticos deram certo. Têm seus ministros econômicos a notável especialidade de sempre errarem seus prognósticos, o que dá insegurança aos agentes econômicos e desfigura o governo. Os 4,5% de crescimento do PIB para 2011 ficaram torno de 2,5%. Os 4% prometidos para 2012 ficarão ainda pior, ou seja, pouco acima de 1%.

A política energética — em que o governo pretende seja reduzido o preço da energia pelo sacrifício das empresas, e não pela redução de sua esclerosadíssima máquina pública — poderá levar à má qualidade de serviços e desistências de algumas concessionárias de continuarem a prestar serviços. 

A Petrobras, por exemplo, para combater a inflação, provocada, principalmente pela máquina pública, tem seus preços comprimidos. Nem mesmo a baixa de juros está permitindo combater a inflação, com o que terminaremos o ano com baixo PIB e inflação acima da meta.
Finalmente, a opção ideológica pelo alinhamento com governos como os da Venezuela, Bolívia, Equador e Argentina tem feito o Brasil tornar-se o alvo preferencial dos descumprimentos de acordos e tratados por parte desses países, saindo sempre na posição de perdedor.

Muitas vezes tenho sido questionado, em palestras, por que o Brasil, com a dimensão continental que tem, em vez de relacionar-se, em pé de igualdade, com as nações desenvolvidas, prefere relacionar-se com os países de menor desenvolvimento, tornando-se presa fácil de políticas estreitas, nas quais raramente leva a melhor. Tenho sugerido que perguntem à presidente Dilma.

Como a crise europeia não será solucionada em 2013, como os investidores estão se desinteressando pelo país, por força desta aversão dos governantes brasileiros ao lucro, e com os investimentos em consumo, beneficiando, inclusive, a importação, e não a produção e o desenvolvimento de tecnologias próprias, chegamos a uma encruzilhada.

Bom seria se os ministros da área econômica deixassem de fazer previsões sempre equivocadas e que a presidente Dilma procurasse saber por que os outros países estão recebendo investimentos e o Brasil não. Como dizia Roberto Campos, no prefácio de meu livro Desenvolvimento econômico e Segurança Nacional – Teoria do limite crítico, “a melhor forma de evitar a fatalidade é conhecer os fatos”.



17 de dez de 2012

Julgamento encerrado

Julgamento do mensalão no STF: a esperança venceu o medo.

20 de nov de 2012

SORRIA, SEU CARRO ESTÁ SENDO SEGUIDO



O governo federal anunciou que vai implantar chips em todos os veículos do País a partir
de janeiro. O Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos (Siniav) pretende
substituir os atuais radares por antenas capazes de se comunicar com os chips de uso
obrigatório que deverão ser instalados nos para-brisas dos veículos.

Um veículo em excesso de velocidade, em lugar de ter sua placa fotografada por um
radar, teria então os dados de seu chip registrados em um sistema informático que o
autuaria pela infração. Além disso, o sistema também poderá ser usado na cobrança de
pedágio, no controle do tráfego, na identificação de veículos com multas ou impostos
atrasados e na localização de veículos furtados ou roubados.

Ainda que a propaganda oficial procure dar destaque à suposta capacidade de inibir os
ladrões de veículos, é pouco provável que, na prática, o sistema alcance esse objetivo. Isso
porque o chip pode ser arrancado do para-brisa e inutilizado e a multa por trafegar sem o
chip obrigatório decididamente será a menor das preocupações do ladrão.
E é até melhor que o chip possa ser facilmente encontrado e inutilizado, pois sua
instalação em um local de difícil acesso acabaria incentivando o sequestro do motorista,
já que, enquanto o roubo não for comunicado, o ladrão conseguiria passar com o veículo
pelas antenas sem desencadear uma perseguição policial.

Não se trata, pois, de um sistema criado para proteger motoristas de furtos ou roubos,
mas sim para aumentar a arrecadação de multas, impostos e pedágios. E o mais grave: o
preço a se pagar pelo aumento dessa arrecadação é uma significativa restrição ao direito à
privacidade dos motoristas, pois os computadores do Estado passarão a ter armazenados
os locais por onde os veículos passaram ao longo dos últimos meses.

Ainda que tais dados sejam resguardados oficialmente pela tecnologia da criptografia e
pelo direito à privacidade, na prática qualquer policial com acesso ao sistema poderá
saber por onde um veículo circulou nos últimos meses, com os horários exatos de quando
passou pelas antenas, sem necessidade sequer de mandado judicial. Haverá um excesso
de informações de interesse exclusivamente privado nas mãos da polícia, que poderá
vigiar os percursos de cidadãos de acordo com sua livre conveniência.
Se considerarmos que essas informações só serão utilizadas nos estritos limites da
legalidade, a medida já se mostra excessivamente invasiva; mas se imaginarmos que os
dados possam vazar para criminosos, o cenário se torna ainda mais inquietante:
sequestradores e ladrões poderiam ter acesso a uma lista detalhada dos hábitos de
deslocamento de todos os motoristas brasileiros.

Um projeto como esse, que pretende impor a todos os motoristas brasileiros graves
restrições a seu direito à privacidade, não deveria ser decidido pelo Conselho Nacional de
Trânsito (Contran), até porque seus membros não foram eleitos pelo voto popular e não
têm legitimidade para impor tamanha restrição a um direito constitucional. Cabe ao
Congresso Nacional apreciar a matéria, abrindo um amplo debate público sobre a
necessidade ou não da implantação do sistema.

O projeto prevê gastos de aproximadamente R$ 5 milhões e não tem precedentes em
outros países do mundo, o que tornaria o Brasil o pioneiro ou, dependendo do ponto de
vista, a cobaia do sistema. Se é certo que os avanços tecnológicos podem trazer grandes
melhorias na administração pública, é preciso, porém, bastante cautela antes de realizar
esse tipo de investimento.
O Brasil é um país em desenvolvimento e não se pode prestar ao papel de laboratório de
novas tecnologias que limitem direitos fundamentais de seus cidadãos. Nos EUA, na
Europa e em outros países desenvolvidos e com a democracia já consolidada nenhum
sistema como esse foi implantado em escala massiva e com uso obrigatório.

O governo não pode nem deve se deixar seduzir pela propaganda das empresas privadas
interessadas em vender a nova tecnologia, pois os eventuais benefícios sociais que ela
pode trazer têm, como efeito colateral, uma grave limitação ao direito constitucional à
privacidade. É preciso que haja um amplo debate público sob a necessidade e a
conveniência de se monitorar veículos.

Já colocaram câmeras de vigilância nas ruas sem que o Congresso Nacional aprovasse
sequer uma lei regulamentando-as. Agora querem monitorar por onde os veículos
brasileiros passam, sem de novo submeter a questão ao Legislativo. O que virá em
seguida? Câmeras de vigilância nas casas? Gravação de todas as conversas telefônicas?
Chips implantados em recém-nascidos?

O Big Brother, que no passado foi tema de livro e hoje é programa de tevê, a cada dia que
passa está se tornando uma aterradora realidade. É preciso impedi-lo de crescer
enquanto há tempo.


Túlio Vianna - Professor da Faculdade de Direito da UFMG
Fonte: O Estadão


22 de out de 2012

Deus e o Diabo na terra de Bolívar


Essa briga não é de hoje. Vem desde os tempos imemoriais. Mas sempre que um pode, tenta sacanear o outro. Mas desta vez o Diabo levantou a voz e ameaçou ir reclamar seus direitos na OEA. Diz ele que Deus passou dos limites e lhe aprontou uma das boas.

Dizem fontes internas que Deus fez uma diabrura com seu maior desafeto, o Diabo. Disse: “vou lhe fazer provar de seu próprio veneno, e em grande dose”.

Deus olhou para a América Latina e viu aquela grande confusão. Bem, isso não é novidade, aquele pedaço da Terra sempre foi uma grande confusão. Mas desta vez Deus ficou com piedade dos homens que lá habitam e pensou “vou acertar dois coelhos com uma só cajadada, darei um pouco de esperança ao povo latino americano e será um grande susto para o rabudo, vou lhe dar preocupação extra”.

Quando o Diabo abriu sua caixa de e-mail e viu a mensagem , ficou branco de raiva. Dizem testemunhas que xingou Deus como nunca, disse ser isso uma ameaça terrorista contra ele, que Deus não poderia fazer isso, não assim desse jeito. “Esse tipo de ameaça é inadmissível, estão querendo me derrubar! É um golpe das elite contra o povo aqui de baixo” urrava o chifrudo.

Lá do outro lado, ouviam-se sonoras gargalhadas de Deus, que aquela altura já rolava no chão de tanto de rir só de imaginar a cara de susto do Diabo em saber o que poderia estar lhe aguardando.

Lá pelas tantas do dia, depois de Deus já estar com câimbras de tanto rir, São Pedro tomou coragem e finalmente perguntou o que afinal tinha ele aprontado para com o Diabo que o fizera tanto rir.
“Caro Pedro” – disse o Senhor -  “resolvi pregar uma peça nele, e essa manhã ele soube Que Lula, Kirchner, Chávez, Lugo e Dilma tem câncer. 

Só de imaginar o pior, o senhor das trevas já tremeu com o medo da concorrência interna. Já pensou o inferno que aquilo iria virar?


Experiência genética

O Haddad é fruto de uma experiência genética mal feita por Lula.

Juntou-se o DNA de diversos seres da política nacional, e o que se criou foi algo que nem Mary Shelley seria capaz de conceber, de tão horrendo,  maléfico e monstruoso. 

Trata-se de um ser mutante criado com partes de Marta Suplicy, Erundina, Maluf e Pitta, e para disfarçar, colocaram uma roupagem "a la" Collor. Aqueles que tem estômago fraco, recomendo severamente que não apertem 1 + 3 na urna eletrônica, pois esta é a senha para ativar o monstro.

E segurando os cordões da marionete monstruosa está a mente piscótica mais brilhante (ou a mente brilhante  mais psicótica) do Brasil: Lula.

10 de out de 2012

O zumbi capitalista de esquerda



A militância petista daria farto material para uma tese de doutorado psicologia comportamental. São algumas hipóteses que podem ser consideradas para explicar seu comportamento.

É comum vermos estes militantes defendendo com unhas de dentes afiados o PT e todos seus integrantes, mesmo nos casos mais escabrosos e evidentes de corrupção, como ficou evidente no mensalão. Eles têm uma ideia fixa de que só há salvação se for pelo PT e que os fins justificam os meios. Alguns parecem verdadeiros zumbis, que tiveram seu cérebro sugado pela máquina petista, e saem pelas ruas a repetir as mesmas palavras de ordem, sem dar a mínima importância para a obviedade dos fatos ou mesmo para o bom senso.

Talvez sejam vítimas de algum tipo de lavagem cerebral, que os faz perder por completo a capacidade de desenvolver um raciocínio lógico com uso de senso crítico. Aliás, o senso crítico está totalmente extinto nesta espécie de militante. Apenas tratam de repetir incansavelmente as mentiras e besteiras faladas pelo seu Mestre Supremo Lula.

Mas há outra hipótese.

Estes militantes petistas podem ser na verdade a representação do mais puro CAPITALISMO. Explico. São profissionais - alguns nem tanto – que vendem seus serviços ao PT com a finalidade de ficar repetindo incessantemente a ladainha petista na esperança de que algum dia, as mentiras de tanto serem repetidas, virem verdades. Infelizmente para eles esta tática não deu certo com o caso Mensalão x Caixa 2. 

Estes profissionais, são pagos pelo PT através da máquina do governo federal – ou seja, o povo paga – usando o patrocínio de estatais (Caixa, Banco do Brasil, Petrobrás, etc,etc). Então, no fundo, “it’s all business”. Podemos achar este espécime as pencas - ou em récuas, que seria mais apropriado - pela web.

Qual a hipótese mais provável? Talvez nem uma nem outra, mas o somatório das duas, o que gera um ser mutante, uma atrocidade do sistema, um zumbi capitalista.



“Não quero impunidade ou prescrição. Quero ser julgado pelo Supremo”


Famoso pelas festas de aniversário que costumava organizar anualmente no Bar Avenida, na zona oeste da capital paulista, José Dirceu convidou em março de 2007 nada menos do que mil amigos e aliados políticos para a comemoração de seus 61 anos. Na ocasião, tomou o microfone e, para as centenas de pessoas que aceitaram o convite, o ex-chefe da Casa Civil engatou: “Não quero impunidade ou prescrição. Quero ser julgado pelo Supremo”. A plateia embalou o discurso aos gritos de “Volta Zé”, que prosseguiu com a fala: “Vamos começar, sim, a campanha pela minha anistia. Mas vamos fazer do jeito nosso. Na base do PT”.

(do Último Minuto)

Pronto Zé, seu pedido foi atendido. Boa estadia na papuda

Lula vai mandar sua secretária Dilma arrumar mais alguns ministérios para o PMDB apoiar o lulo-malufinho Haddad



O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente, Michel Temer, fecharam ontem o apoio do PMDB à candidatura do petista Fernando Haddad (PT) à Prefeitura de São Paulo.
Os petistas se comprometeram a dar ao PMDB, em uma eventual administração de Haddad, participação proporcional à que o partido tem no plano federal.

O anúncio oficial da aliança deve ser feito hoje.

O encontro, que ocorreu pela manhã na casa de Temer, teve participação de Haddad e de Gabriel Chalita (PMDB), candidato que teve 13,6% dos votos válidos no primeiro turno.
Na reunião, Haddad e Lula negociaram inclusive a participação de vereadores do PMDB em subprefeituras.

(da Folha On Line)


9 de out de 2012

Afinal, quem é "as elite" que Lula tanto fala?



Uma coisa que sempre me deixou intrigado no discurso petista, mais particularmente nos discursos de Lula é a definição de “as elite”. “As elite” são sempre culpadas por tudo de ruim que há no Brasil, e estão sempre por trás das tentativas de golpe contra o PT e o povo.

Quem poderiam ser os membros deste seleto, temido e tão poderoso grupo?

O PT ocupa a presidência há 10 anos, e infiltrou em todos os níveis do Estado seus militantes. Dominam há 10 anos os rumos da nação. Isso é ser elite?



Ou seria Eike Batista, o homem mais rico do Brasil?



Ou seriam os banqueiros, que nestes 10 anos de governo petista, bateram todos os recordes com a benesses do governo federal?



Ou seriam coronéis da política como Sarney e Collor?




Ou seriam os ministros do STF?



Se hoje existe uma elite no Brasil, o seu maior representante e líder máximo, sem sombra de dúvidas é o próprio Lula. Então quando Lula ameaçar o Brasil novamente com “as elite”, fuja do PT!


8 de out de 2012

O maior inimigo do PSDB é o PSDB



Na manhã desta segunda-feira pós-primeiro turno eleitoral, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou que não teve dúvidas de que seu candidato fosse para o segundo turno. O que o surpreendeu, no entanto, foi José Serra ter ficado em primeiro lugar - as pesquisas mostravam que o candidato do PRB, Celso Russomanno, poderia ultrapassá-lo.


7 de out de 2012

Sinal de Vida


PUBLICADO NO ESTADÃO DESTE DOMINGO

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO

Tenho dito e escrito que o Brasil construiu o arcabouço da democracia, mas falta dar-lhe conteúdo. A arquitetura é vistosa: independência entre os poderes, eleições regulares, alternância no poder, liberdade de imprensa e assim por diante. Falta, entretanto, o essencial: a alma democrática.

A pedra fundamental da cultura democrática, que é a crença e a efetividade de todos sermos iguais perante a lei, ainda está por se completar. Falta-nos o sentimento igualitário que dá fundamento moral à democracia. Esta não transforma de imediato os mais pobres em menos pobres. Mas deve assegurar a todos oportunidades básicas (educação, saúde, emprego) para que possam se beneficiar de melhores condições de vida. Nada de novo sob o sol, mas convém reafirmar.

Dizendo de outra maneira, há um déficit de cidadania entre nós. Nem as pessoas exigem seus direitos e cumprem suas obrigações, nem as instituições têm força para transformar em ato o que é princípio abstrato.
Ainda recentemente um ex-presidente disse sobre outro ex-presidente, em uma frase infeliz, que diante das contribuições que este teria prestado ao país não deveria estar sujeito às regras que se aplicam aos cidadãos comuns… O que é pior é que esta é a percepção da maioria do povo, nem poderia ser diferente, porque é a prática habitual.

Pois bem, parece que as coisas começam a mudar. Os debates travados no Supremo Tribunal Federal e as decisões tomadas até agora (não prejulgo resultados, nem é preciso para argumentar) indicam uma guinada nessa questão essencial. O veredicto valerá por si, mas valerá muito mais pela força de sua exemplaridade.

Condenem-se ou não os réus, o modo como a argumentação se está desenrolando é mais importante do que tudo. A repulsa aos desvios do bom cumprimento da gestão democrática expressada com veemência por Celso de Mello e com suavidade, mas igual vigor, por Ayres Britto e Cármen Lúcia, são páginas luminosas sobre o alcance do julgamento do que se chamou de “mensalão”.

Ele abrange um juízo não político-partidário, mas dos valores que mantêm viva a trama democrática. A condenação clara e indignada do mau uso da máquina pública revigora a crença na democracia. Assim como a independência de opinião dos juízes mostra o vigor de uma instituição em pleno funcionamento.
É esse, aliás, o significado mais importante do processo do mensalão. O Congresso levantou a questão com as CPIs, a Polícia Federal investigou, o Ministério Público controlou o inquérito e formulou as acusações, e o Supremo, depois de anos de dificultoso trabalho, está julgando.

A sociedade estava tão desabituada e descrente de tais procedimentos quando eles atingem gente poderosa que seu julgamento ─ coisa banal nas democracias avançadas ─ transformou-se em atrativo de TV e do noticiário, quase paralisando o país em pleno período eleitoral. Sinal de vida. Alvíssaras!

Não é a única novidade. Também nas eleições municipais o eleitorado está mandando recados aos dirigentes políticos. Antes da campanha acreditava-se que o “fator Lula” propiciaria ao PT uma oportunidade única para massacrar os adversários. Confundia-se a avaliação positiva do ex-presidente e da atual com submissão do eleitor a tudo que “seu mestre” mandar.

É cedo para dizer que não foi assim, pois as urnas serão abertas esta noite. Mas, ao que tudo indica, o recado está dado: foi preciso que os líderes aos quais se atribuía a capacidade milagrosa de eleger um poste suassem a camisa para tentar colocar seu candidato no segundo turno em São Paulo. Até agora o candidato do PT não ultrapassou nas prévias os minguados 20%.

No Nordeste, onde o lulismo com as bolsas-família parecia inexpugnável, a oposição leva a melhor em várias capitais. São poucos os candidatos petistas competitivos. Sejam o PSDB, o DEM, o PPS, sejam legendas que formam parte “da base”, mas que se chocam nestas eleições com o PT, são os opositores eleitorais deste que estão a levar vantagem.

No mesmo andamento, em Belo Horizonte, sob as vestes do PSB (partido que cresce), e em Curitiba são os governadores e líderes peessedebistas, Aécio Neves e Beto Richa, que estão por trás dos candidatos à frente. Em um caso podem vencer no primeiro turno, noutro no segundo.

Não digo isso para cantar vitória antecipadamente, nem para defender as cores de um partido em particular, mas para chamar a atenção para o fato de que há algo de novo no ar. Se os partidos não perceberem as mudanças de sentimento dos cidadãos e não forem capazes de expressá-las, essa possível onda se desfará na praia.

O conformismo vigente até agora, que aceitava os desmandos e corrupções em troca de bem-estar, parece encontrar seus limites. Recordo-me de quando Ulysses Guimarães e João Pacheco Chaves me procuraram em 1974, na instituição de pesquisas onde eu trabalhava, o Cebrap, pedindo ajuda para a elaboração de um novo programa de campanha para o partido que se opunha ao autoritarismo.

Àquela altura, com a economia crescendo a 8% ao ano, com o governo trombeteando projetos de impacto e com a censura à mídia, pareceria descabido sonhar com vitória. Pois bem, das 22 cadeiras em disputa para o Senado, o MDB ganhou 17. Os líderes democráticos da época sintonizaram com um sentimento ainda difuso, mas já presente, de repulsa ao arbítrio.

Faz falta agora, mirando 2014, que os partidos que poderão eventualmente se beneficiar do sentimento contrário ao oportunismo corruptor prevalecente, especialmente PSDB e PSB, disponham-se cada um a seu modo ou aliando-se a sacudir a poeira que até agora embaçou o olhar de segmentos importantes da população brasileira.

Há uma enorme massa que recém alcançou os níveis iniciais da sociedade de consumo que pode ser atraída por valores novos. Por ora atuam como “radicais livres” flutuando entre o apoio a candidatos desligados dos partidos mais tradicionais e os candidatos daqueles dois partidos.

Quem quiser acelerar a renovação terá de mostrar que decência, democracia e bem-estar social podem novamente andar juntos. Para isso, mais importante do que palavras são atos e gestos. Há um grito parado no ar. É hora de dar-lhe consequência.




5 de out de 2012

O braço petista no STF



Os ministros do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli são a prova viva de que a revolução companheira triunfará. Dois advogados medíocres, cultivados à sombra do poder petista para chegar onde chegaram, eles ainda poderão render a Luiz Inácio da Silva o Nobel de Química: possivelmente seja o primeiro caso comprovado de juízes de laboratório. No julgamento do mensalão, a atuação das duas criaturas do PT vem provar, ao vivo, que o Brasil não precisa ter a menor inveja do chavismo.

Alguns inocentes chegaram a acreditar que Dias Toffoli se declararia impedido de votar no processo do mensalão, por ter advogado para o PT durante anos a fio. Participar do julgamento seria muita cara de pau, dizia-se nos bastidores. Ora, essa é justamente a especialidade da casa. Como um sujeito que só chegou à corte suprema para obedecer a um partido iria, na hora h, abandonar sua missão fisiológica?

A desinibição do companheiro não é pouca. Quando se deu o escândalo do mensalão, Dias Toffoli era nada menos do que subchefe da assessoria jurídica de José Dirceu na Casa Civil. Os empréstimos fictícios e contratos fantasmas pilotados por Marcos Valério, que segundo o processo eram coordenados exatamente da Casa Civil, estavam portanto sob as barbas bolivarianas de Dias Toffoli. O ministro está julgando um processo no qual poderia até ser réu.

A desenvoltura da dupla Lewandowski-Toffoli, com seus cochichos em plenário e votos certeiros, como na absolvição ao companheiro condenado João Paulo Cunha, deixariam Hugo Chávez babando de inveja. O ditador democrata da Venezuela nem precisa disso, mas quem não gostaria de ter em casa juízes de estimação? A cena dos dois ministros teleguiados conchavando na corte pela causa petista, como super-heróis partidários debaixo de suas capas pretas, não deixa dúvidas: é a dupla Batman e Robin do fisiologismo. Santa desfaçatez.

Já que o aparelhamento das instituições é inevitável, e que um dia seremos todos julgados por juízes de estrelinha na lapela, será que não dava para o estado-maior petista dar uma caprichada na escolha dos interventores? Seria coincidência, ou esses funcionários da revolução têm como pré-requisito a mediocridade?

Como se sabe, antes da varinha de condão de Dirceu, Dias Toffoli tentou ser juiz duas vezes em São Paulo e foi reprovado em ambas. Aí sua veia revolucionária foi descoberta e ele não precisou mais entrar em concursos – essa instituição pequeno-burguesa que só serve para atrasar os visionários. Graças ao petismo, Toffoli foi ser procurador no Amapá, e depois de advogar em campanhas eleitorais do partido alçou voo à Advocacia-Geral da União – porque lealdade não tem preço e o Estado são eles.

É claro que uma carreira brilhante dessas tinha que acabar no Supremo Tribunal Federal.

O advogado Lewandowski vivia de empregos na máquina municipal de São Bernardo do Campo. Aqui, um parêntese: está provado que as máquinas administrativas loteadas politicamente têm o poder de transformar militantes medíocres em grandes personalidades nacionais – como comprova a carreira igualmente impressionante de Dilma Rousseff. Lewandowski virou juiz com uma mãozinha do doutor Márcio Thomaz Bastos, ex-advogado de Carlinhos Cachoeira, que enxergou o potencial do amigo da família de Marisa Letícia, esposa do bacharel Luiz Inácio.

Desembargador obscuro, sem nenhum acórdão digno de citação em processos relevantes, Lewandowski reuniu portanto as credenciais exatas para ocupar uma cadeira na mais alta esfera da Justiça brasileira.

Suas diversas manobras para tumultuar o julgamento do mensalão enchem de orgulho seus padrinhos. A estratégia de fuzilar o cachorro morto Marcos Valério, para depois parecer independente ao inocentar o mensaleiro João Paulo, certamente passará à antologia do Supremo – como um marco da nova Justiça com prótese partidária.

O julgamento prossegue, e os juízes do PT no STF sabem que o que está em jogo é a integridade (sic) do esquema de revezamento Lula-Dilma no Planalto. Dependendo da quantidade de cabeças cortadas, a platéia pode começar a sentir o cheiro dos subterrâneos da hegemonia petista.


(de Guilherme Fiuza - Época)

1 de out de 2012

Pizzolato está na Europa



Desde o fim do mês de julho o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato está na Europa. Ele foi condenado no julgamento do mensalão pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato. 
A viagem, segundo o advogado Marthius Sávio Lobato, seria para Pizzolato tratar de "problemas familiares". "Pizzolato não queria divulgar a informação porque ele foi acompanhar problemas graves e não quer expor mais a sua família por conta do processo." O advogado diz que seu cliente estará no Brasil até o final desta semana e nega que ele pretenda fugir do País.
"Não há nenhuma ilegalidade nele viajar." Pizzolato foi julgado no primeiro bloco de crimes analisados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no final de agosto. Ele foi condenado por unanimidade pela corte, que à época ainda contava com 11 ministros. 
Por deixar os trabalhos no meio do julgamento, o ministro Cezar Peluso, que se aposentou, adiantou a pena a ser aplicada ao ex-diretor de marketing: 12 anos de prisão. O cálculo da pena ainda será discutido pelos outros ministros ao final da análise da ação. 

As informações são do jornal Folha de S.Paulo.


30 de set de 2012

Nem Marta confia no PT


A situação do candidato-poste Haddad não é das mais fáceis. A própria Marta já disse que acha ele fraco, e se recusou a entrar na campanha, principalmente por ter sido podada por "deus" e proibida de concorrer a prefeitura. Mas como Haddad continua patinando nas pesquisas, Marta sofreu pressão para finalmente entrar na campanha. 

Porém para apoiar o palerma do Haddad, Marta exigiu um ministério em troca, porém, teve que ser "a vista", porque a Marta conhece bem o PT e sabe que não dá pra confiar nessa gentalha. Se deixasse para depois da eleição, iria ficar na promessa. Quero e tem que ser já!

Bem que a Marta fez, afinal ela conhece bem o partido ao qual é filiada.


23 de set de 2012

Cuba: a utopia dos hipócritas


"Não posso defender um regime sob o qual eu não gostaria de viver. Não posso admirar um país do qual eu não possa sair na hora que quiser. Não dá para defender um regime em que não se possa publicar um livro sem pedir permissão ao governo. Apesar disso, há uma porção de intelectuais brasileiros que defendem Cuba, mas, obviamente, não querem viver lá de jeito nenhum. É difícil para as pessoas reconhecer que estavam erradas, que passaram a vida toda pregando uma coisa que nunca deu certo."     

Ferreira Gullar, poeta, 82 anos, ex-membro do PCB, dando sua opinião a respeito da ex-admirada Cuba socialista e revolucionária, em entrevista à Veja desta semana.

9 de set de 2012

A mulher-gato


Depois de ser pega na mentira chamando uma devolução de cobranças indevidas na conta de luz de desconto, a Dilma está sendo chamada de mulher-gato.




Dilma faz o povo de trouxa




Kassab: a chance perdida


Semana passada FHC declarou que o eleitor paulistano está cansado do PSDB, que há “fadiga de material”. Acho que ele está correto. Na verdade, a situação de Serra e Haddad nesta campanha, somado ao surpreendente desempenho de Russomano mostram algo um pouco além disso: o eleitor está cansado da polarização PT x PSDB.

Isso pode ser uma boa notícia, uma vez que o PSDB está longe de ser um partido que faz oposição de verdade, apesar da polarização. Como oposição, é um retumbante fracasso. E o eleitorado estar cansado do PT é excelente.

Pois bem, seria aí a hora de entrar a terceira opção. Sabemos que os partidos mais a esquerda, tipo os PC do B e PSOL da vida não tem espaço, não caem no gosto do eleitorado geral. O DEM, desde há muito tempo também sofre a dita “fatiga de material”, trocou de nome, mas não foi suficiente.

Para esta terceira opção o PSD de Kassab cairia como uma luva: um partido novo, porém com políticos experientes, novas propostas, enfim, ar fresco na atmosfera político-partidária viciada. Porém Kassab, o “coronel” do novo partido, quis continuar sua saga de político esperto e gênio tático e resolveu anunciar que seu partido não tinha ideologia, não seria nem de esquerda nem de direita, nem governo nem oposição. Apóia Serra, mas flerta com Dilma e o PT. Ora, o povo não é tão burro, de partido ultra-mega fisiologista já temos o PMDB, quem precisa do PSD?

Kassab perde a chance de se tornar uma liderança nacional de verdade e colocar o PSD numa posição invejável. Mas sua tática de acender uma vela pra deus e outra pro diabo, pra ficar bem com todo mundo, o fez perder a grande chance da política nacional nos últimos 15 anos.



3 de set de 2012

Se Collor fosse Lula


Segundo publicado hoje na coluna Radar de Lauro Jardim, a biografia de Collor "esquece" de mencionar seu impeachment.

Se Collor fosse Lula, apenas diria que o impeachment "Nunca existiu!"


O lado bom do mensalão

Talvez a melhor herança do PT. Pelo menos pra isso talvez sirva.

A corrupção é tanta e tão descarada, que pelo menos o STF aparenta tentar uma reação ética para o bem da Pátria.


STF define tratamento mais rigoroso contra a corrupção, leia no Folha on line.


Mudanças climáticas e governança global

Artigo de LUIZ CARLOS BALDICERO MOLION, publicado na Folha on line.


Um resfriamento global, com mais invernos rigorosos e má distribuição de chuvas, é esperado nos próximos 20 anos, em vez do aquecimento global antropogênico (AGA) alardeado pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC).

O AGA é uma hipótese sem base científica sólida. As suas projeções do clima, feitas com modelos matemáticos, são meros exercícios acadêmicos, inúteis quanto ao planejamento do desenvolvimento global.

Seu pilar básico é a intensificação do efeito estufa pelas ações humanas emissoras de dióxido de carbono (CO2) e metano (CH4), por meio da queima de combustíveis fósseis e de florestas tropicais, das atividades agrícolas e da pecuária ruminante.

Porém, o efeito estufa jamais foi comprovado, nem sequer é mencionado nos textos de física. Ao contrário, há mais de cem anos o físico Robert W. Wood demonstrou que seu conceito é falso. As temperaturas já estiveram mais altas com concentrações de CO2inferiores às atuais. Por exemplo, entre 1925 e 1946 o Ártico, em particular, registrou aumento de 4°C com CO2 inferior a 300 ppmv (partes por milhão em volume). Hoje, a concentração é de 390 ppmv.

Após a Segunda Guerra, quando as emissões aumentaram significativamente, a temperatura global diminuiu até a metade dos anos 1970.

Ou seja, é obvio que o CO2 não controla o clima global. Reduzir as emissões, a um custo enorme para a sociedade, não terá impacto no clima. Como mais de 80% da matriz energética global depende de combustíveis fósseis, reduzir emissões significa reduzir a geração de energia e condenar países subdesenvolvidos à pobreza eterna, aumentando as desigualdades sociais no planeta.

Essa foi, em essência, a mensagem central da carta aberta entregue à presidenta Dilma Rousseff antes da Rio+20 --assinada por 18 cientistas brasileiros, eu inclusive.
A trama do AGA não é novidade e seguiu a mesma receita da suposta destruição da camada de ozônio (O3) pelos clorofluorcarbonos (CFC) nos anos 1970 e 1980.
Criaram a hipótese que moléculas de CFC, cinco a sete vezes mais pesadas que o ar, subiam a mais de 40 km de altitude, onde ocorre a formação de O3. Cada átomo de cloro liberado destruiria milhares de moléculas de O3, reduzindo a sua concentração e permitindo a maior entrada de radiação ultravioleta na Terra, o que aumentaria os casos de câncer de pele e eliminaria milhares de espécies de seres vivos.

Reuniões com cientistas, inclusive de países subdesenvolvidos, foram feitas para dar um caráter pseudocientífico ao problema inexistente, foi criado o Painel de Tendência de Ozônio no âmbito do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e foi elaborado o Protocolo de Montreal (1987), assinado pelos países subdesenvolvidos sob ameaças de sanções econômicas. O Brasil também assinou, para ter sua dívida externa renovada.

Em 1995, os autores das equações químicas que alegadamente destruíam o O3receberam o Nobel de Química. Porém, em 2007 cientistas do Jet Propulsion Laboratory da NASA demonstraram que as suas equações não ocorrem nas condições da estratosfera antártica e que não são a causa da destruição do ozônio.

O AGA seguiu os mesmos passos, com reuniões científicas, a criação do IPCC, o Protocolo de Kyoto e o Nobel (da Paz?) para o IPCC e Al Gore.
Essas foram duas tentativas de se estabelecer uma governança global. Qual será o próximo passo? A Plataforma Intergovernamental de Políticas Científicas da Biodiversidade e Serviços (IPBES)?
LUIZ CARLOS BALDICERO MOLION, 65, doutor em meteorologia pela Universidade de Wisconsin (EUA), é professor da Universidade Federal de Alagoas


27 de ago de 2012

Quem inventou a corrupção?


Quem inventou a corrupção? Não sei dizer, isso existe desde que o homem caminha sobre a Terra, e ao contrário do que muitos podem pensar, tampouco foi o PT que a inventou.

Pode até não ter inventado, mas transformou a corrupção em "ARTE". Conseguiu elevar a corrupção e o peculato a um nível jamais imaginado na sociedade pós-medieval.

E o caminho foi relativamente simples: o brasileiro, ao contrário do que dizem as propagandas, é um povo com certa tendência à corrupção (quem nunca viu gente ultrapassando pelo acostamento, furando fila, não devolvendo troco errado, etc?). Afinal de contas, nossa classe política não veio de Marte, veio do seio do povo. Junte-se a isso o populismo extremado, um linguajar chulo e a porta dos cofres abertas aos amigos do rei, que facilmente faz o povo perder o que ainda tinha de senso crítico, de capacidade de revoltar-se com o errado. Corromper-se e tirar vantagem de tudo e todos virou algo visto com o normal, e mais do que isso, sinal de esperteza e inteligência política.

Esse é o grande legado do PT (até agora, coisas piores podem vir) à cultura brasileira: tornou o errado corriqueiro, se os outros fazem também posso fazer, se alguém roubou também posso roubar, se for para o bem "da causa", tudo é permitido. Acabou o pecado (desde que tenha uma vela acesa ao santo certo, quele com um broche de estrelinha vermelha no peito).

O que o PT fez pela moral e ética do Brasil nos últimos 12 anos, levar-se-á décadas para recuperar e voltar a colocar a moral na pauta da vida dos brasileiros.