Eugène Delacroix - "A liberdade guiando o povo" - 1830






3 de mai de 2010

Dilma está sob o efeito da Lei de Murphy

Deu em O Globo:


"Dilma está sob o efeito da Lei de Murphy

De Elio Gaspari:

A nação petista está diante de uma manifestação virulenta de uma versão 2.0 da Lei de Murphy: “Quando uma coisa pode dar errado ela dá errado. Quando uma coisa pode dar certo para nosso adversário, ela dá certo”.

Em poucas semanas, tudo o que podia dar errado para Dilma Rousseff errado deu. Uma visita ao túmulo de Tancredo Neves acabou em encrenca. (Quem se lembra de outra pessoa criticada por visitar cemitério?)

Arriscou fazer uma omelete diante da apresentadora Luciana Gimenez e contentou-se com ovos mexidos. A mocinha da Passeata dos Cem Mil não era ela, mas Norma Bengell.

Ciro Gomes, que em 2005 foi um dos administradores da crise do mensalão, saiu da campanha presidencial atirando em Dilma e massageando José Serra, o “mais preparado, mais legítimo, mais capaz”.

Ciro conhece sua ex-colega de Ministério: “Durante meses, amanheci todos os dias às 7 da manhã no Planalto. Eu, Dilma Rousseff e Marcio Thomaz Bastos. A gente passava a manhã inteira debatendo a crise, procurando saídas para o problema. Depois, despachávamos com Lula”, contou ele à repórter Daniel Pinheiro.

José Serra entrou em campo livre das chuvas, com um PSDB unido, beijou Aécio Neves, subiu nas pesquisas e, muito provavelmente, está numa linha ascendente.

Serra propôs a criação de um ministério da Segurança e viu-se aplaudido. Se outro candidato fizesse o mesmo, seria acusado de oferecer o mais surrado e inútil dos emplastros burocráticos. (Como o PT criou o Ministério da Pesca, é melhor que evite o tema.)

Os efeitos da Lei de Murphy 2.0 são sempre transitórios. Ora as coisas começam a dar certo, ora dão errado para o adversário, mas para que isso aconteça é preciso que o candidato faça alguma coisa.

Até hoje Dilma Rousseff apresentou-se como a candidata de Lula e perguntou a um grupo de entrevistadores da revista “Época”: “Vocês acham que eu tenho cara de poste?” Como não há postes com cara de Dilma, a frase é boa, mas não quer dizer nada.

Faltam seis meses para a eleição, e ela ainda não mostrou um rosto. Ganha uma viagem de ida a Cuba quem puder escrever 20 linhas sobre o tema “O que ela traz de novo?”

A ideia de que seja possível avançar na campanha sem responder a essa pergunta é suicida. Supor que o problema possa ser resolvido em conversas com Lula, a quem chamou de “Grande Mestre”, presume que Nosso Guia tem os poderes de Yoda, o sábio de “Guerra nas Estrelas”.

Uma conversa de Dilma com Lula só será decisiva a partir das angústias e dificuldades que ela tiver contado ao padrinho.

Se o PT e Dilma Rousseff acreditam que vencerão pela força de uma gravidade eleitoral de Lula, o mês de maio começa com uma advertência: há muita roda e pouca baiana."

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Vindo de Elio Gaspari, as linhas acima são, até certo ponto, surpeendentes. Porém a coisa não é tão simples assim, não é apenas uma re-edição da Lei de Murphy, o que seria imputar todas as besteiras ditas e feitas por Dilma ao mero acaso.

Tudo isso aconteceu porque Dilma é simplesmente NULA. Não tem conteúdo. Não é apenas ausência de cara. É ausência de tudo: cara, cérebro, proposta, conteúdo, história de vida, experiência, ética ... Nunca produziu nada, absolutamente nada de útil para a sociedade.

O que era pra ser o principal trunfo de Dilma, estar ancorada no Lula, pode ser seu maior inimigo. Ninguém, por mais louco que seja por adorar Lula e PT, gostaria de ter um fantoche oco como presidente. E ela já deu demonstrações suficientemente claras de que se não tiver alguém puxando as cordinhas, ela inexiste.




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