Eugène Delacroix - "A liberdade guiando o povo" - 1830






29 de abr de 2011

O Brasil perde o trem

O Brasil está novamente sentado a beira da estrada, vendo o seu trem passar. O nosso país está tendo uma chance como poucos países já tiveram, de dar um salto qualitativo, que nos empurraria para mais longe da linha dos sub-desenvolvidos ("em desenvolvimento" é um eufemismo estúpido).

O Brasil, vem há 16 anos estabilizando sua economia, no maior período de estabilidade econômica visto na história recente. O mesmo pode-se dizer da estabilidade política, que apesar dos pesares, é muito mais que já tivemos nos últimos 50 anos. Por conta disso, e por conta da procura de novos mercados consumidores em potencial, o Brasil está muito em evidência internacional. Paralelo a isso, e como consequência disso, vai sediar a próxima Copa e a olimpíada de 2016. Todos estes fatos reunidos seriam suficientes para catapultar qualquer nação para um fututo promissor, ganhando a impulsão necessária em infra estrutura, que facilita a economia e o desenvolvimento da nação como um todo.

Porém o Brasil, azarado como é, tem a infelicidade de ver tudo acontecer num período em que estamos com o governo mais incompetente, inerte e corrupto que a República já viu. Estamos perdendo a chance de modernizar nossas estradas (sem o ineficiente e corrupto e eleitoreiro PAC), portos, aeroportos, sistemas de transporte coletivo, etc. Vai ser tudo feito de maneira porca e mal feita, roubando-se bilhões, aparelhando estatais e com pouquíssimo benefício para o país.

E antes que algum petralha diga, não, a estabilidade econômica e política não é obra do PT, e persiste até hoje APESAR do PT e suas intervenções absurdas, e tentativas de cooptar tudo e todos.

É o Brasil perdendo o trem da história.




27 de abr de 2011

O primeiro dos apagões vem aí

Com falta de álcool anidro, distribuidoras racionam gasolina

Por VENCESLAU BORLINA FILHO

Folha On Line

Revendedores de combustíveis de ao menos oito Estados disseram à Folha que estão enfrentando dificuldade para obter gasolina. As distribuidoras, dizem, têm racionado a entrega do produto.
O motivo, segundo donos de postos e representantes do setor, é a baixa produção de etanol anidro no começo da safra da cana.
A rede Ipiranga, que atua em todo o país, afirmou à Folha que está racionando para evitar desabastecimento.
Representantes de entidades dizem, porém, que o problema é pontual e que afeta mais postos de bandeira branca (sem vínculo direto com distribuidoras).
De acordo com o presidente do Sincopetro (sindicato dos revendedores de SP), José Alberto Paiva Gouveia, as distribuidoras têm cortado os pedidos à metade para evitar o desabastecimento.
Dados do Sindicom (sindicato das distribuidoras) apontam alta de 30% (total de 600 milhões de litros semanais) no consumo da gasolina nas últimas semanas, na comparação com os números do começo do ano.
A Petrobras importou 1,5 milhão de barris de gasolina comum só em abril para garantir o abastecimento. Em todo o ano passado, foram 3 milhões de barris. O etanol anidro compõe 25% da gasolina e na última semana fechou cotado a R$ 2,72 o litro.

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Esse é o primeiro de muitos apagões que vamos enfrentar nos próximos anos. Entre outros que vamos enfrentar e/ou já enfrentamos está o apagão dos portos, aeroportos, estradas, eletricidade, e o pior de todos, o apagão moral no governo federal. A nossa presidenta acha que isso é bom. Significa que o pobre está podendo comprar carro! Um comentário desses feito pela presidente da república é uma um ataque frontal a inteligência de qualquer brasileiro. O governo é inoperante e incompetente, e os problemas de infra estrutura passam a ser tratados como um troféu. Por falar nisso, alguém não tinha nos dito que o Brasil era auto suficiente em petróleo?

 


26 de abr de 2011

As privatizações do PT

Hoje o Palocci anunciou que diversos aeroportos serão ampliados e reformados através do sistema de "concessões" à iniciativa privada.

Não que eu não seja a favor, por mim a INFRAERO já teria sido privatizada há muito tempo, por ser atrasada, arcaica e ineficiente. Sempre achei que os terminais deveriam ser administrados pela iniciativa privada, sob a fiscalização de uma agência reguladora.

Agora não dá pra não rir do fato de que isso está sendo feito pelo PT, o mesmo que passou as últimas 3 campanhas presidenciais demonizando o PSDB de ser "privatista". Melhor (ou pior) é saber que o PT está tendo que fazer isso por pura, total e completa incompetência na gestão pública. O PT só sabe usar as empresas estatais para inchar com os "cumpanheiros", transformar em cabide de emprego. Ou seja, o PT faz o certo com as concessões, mas pelas razões erradas.

Desculpem, mas não dá pra não rir.


Ministro nível primário

 Para justificar inflação, Mantega erra nas contas


Ministro comparou o país com a China; porém, a inflação chinesa nos últimos doze meses foi menor que a brasileira

De Veja on Line

Além de enumerar justificativas sem nenhum fundamento para a alta da inflação, agora o ministro da Fazenda, Guido Mantega, resolveu usar o cinismo para explicar a alta de preços no Brasil. Nessa terça-feira, ele afirmou que a inflação brasileira está mais controlada do que o observado em outros países emergentes e disse ainda que o "Brasil não está mal". A declaração feita pelo ministro na primeira reunião de 2011 do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o chamado “conselhão”, chega ser ofensiva à inteligência das pessoas que acompanham de perto o comportamento da inflação. Isso porque, nos últimos 12 meses, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - usado como referência para a meta de inflação - está em 6,3%. Ou seja, quase 2 pontos porcentuais acima do centro da meta (4,5%) e a 0,2 ponto porcentual do teto da meta (6,5%) para 2011. Não dá para dizer, portanto, que o "Brasil não está mal".

Além de cínico, Mantega também não é muito eficiente com as contas. O ministro chegou a comparar as condições de inflação no Brasil com o cenário na China, destacando que a situação aqui estaria muito melhor do que para os asiáticos, onde a inflação acumulada dos últimos doze meses terminados em março atingiu 5,4% na China - bem abaixo do verificado no Brasil. Vale destacar que lá, a meta anual de inflação é de 4% e o banco central do país acredita que o compromisso poderá ser cumprido. Bem diferente do que se vê no Brasil, onde o governo já descartou o cumprimento da meta nesse ano. O presidente do BC, Alexandre Tombini, chegou a afirmar que o esforço para garantir o controle de preços no próximo ano será prolongado. E Talvez essa seja a única certeza que se tenha sobre o comportamento da inflação em 2012.
O ministro demonstra ainda que não está assim tão afinado com o próprio governo. Nesta segunda-feira, a presidente Dilma Rousseff disse estar sim muito preocupada com a alta dos preços – sinal de que não compactua com a avaliação de Mantega. E, em relação ao mercado financeiro, a falta de sinomia já dura semanas. Nesta segunda-feira, pela sétima vez consecutiva, os economistas elevaram a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2011, de 6,29% para 6,34% – patamar, que além de estar mais distante do centro da meta, aproxima-se rapidamente do teto da margem de tolerância, que é de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo. Já a comparação com os outros emergentes seria aceitável enquanto recurso didático para leigos. Para um ministro da economia, contudo, soa estapafúrdia. Um governo não pode, com base no desempenho de outrem, pautar sua atuação, ignorando sobretudo os problemas estruturais específicos do Brasil, que tornam a inflação aqui um mal difícil de combater.

Justificativas sem fundamento - Mantega voltou a tentar justificar a alta dos preços no Brasil com base no cenário externo. O ministro acredita que a inflação vivenciada no país é importada, em função da forte elevação dos preços internacionais das commodities, sobretudo as agrícolas; em decorrência de problemas de safra, do expressivo aumento de consumo no mundo e da especulação financeira. Ele tem razão só em parte. Grande parcela da inflação no país se deve ao explosivo consumo doméstico – puxada, em grande parte, pela demanda do próprio governo. Há ainda a forte inflação do setor de serviços, que não guarda relação direta com o setor externo. Porém, ele não mencionou que o país também vive uma escalada de preços de serviços. Disse apenas que é preciso evitar que essa alta das commodities contamine os demais setores da economia. “Precisamos usar todas as armas possíveis contra inflação, sejam monetárias ou fiscais”. Entre as medidas, o ministro citou o corte de despesas – considerado insuficiente pelo mercado para controlar a inflação – e o estímulo ao aumento da oferta agrícola.
Sem levar em conta que a maior parte do consumo que puxa a inflação vem do próprio governo, Mantega defendeu ainda a redução do crédito para controlar o aumento do gasto das famílias, segundo ele, está acima do patamar ideal. “É preciso moderar, sem matar a galinha dos ovos de ouro”, ponderou. Apesar da alta da inflação e do juros, o ministro disse que os ajustes que o governo está realizando terão sucesso em vários setores. “Não deixamos criar bolha na bolsa de valores e no mercado imobiliário, tampouco existe na área de crédito”, disse. Cada vez mais presente nas decisões do Banco Central, o ministro da Fazenda disse que os juros só vão cair quando houver controle da inflação.

Câmbio – Como único objetivo que parece estar no horizonte da equipe econômica, Mantega defendeu ainda medidas para evitar a valorização excessiva do real frente ao dólar. Ele afirmou que a moeda americana já estaria abaixo de 1,40 reais se o governo não tivesse tomado medidas prudenciais, como impedir o excesso de capital especulativo. Analistas, no entanto, refutam que tais medidas sejam eficazes para controlar a entrada de recursos externos no país, o que valoriza o real ante o dólar. Além disso, já está claro que o país precisa desses recursos para viabilizar os investimentos necessários ao crescimento. Mantega, nesse caso, também parece não admitir a realidade.

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Este é o retrato límpido da inteligência que gere a nossa economia. Mantega, e toda a equipe econômica do governo petista, está mais perdida do que azeitona em panetone, sem saber para onde atirar. Não fazem a menor ideia de como controlar a inflação e o câmbio, sem afetar o crescimento econômico. Agora comparar-se com outros países emergentes para justificar os números brasileiros é uma tática parecida com a qual eu usava quando estava no primário e tirava notas baixas: dizia a meu pai "mas o Joãozinho tirou nota mais baixa que a minha".


25 de abr de 2011

A gasolina da inflação

Sem dúvida, um dos principais combustíveis para o aumento da inflação, são os combustíveis. Os preços altos do etanol, que fizeram disparar o preço da gasolina, têm sido um grande incentivo para a inflação.

Agora, porque a D. Dilma não faz algo duplamente coerente, e para ajudar a frear os preços dos combustíveis, não reduz os impostos que incidem sobre eles? A redução da carga tributária, tornaria o preço dos combustíveis muito mais equilibrados no Brasil.

Por falar nisso, já que Dilma resolveu meter a mão na Vale, a fim de desestimular a exportação de minério, porque não cria barreiras para a exportação de açúcar, que por ter preço internacional alto, é o principal responsável pelo aumento do etanol combustível?


Ainda bem que Serra perdeu

Nada como o tempo para mostrar as coisas de forma mais claras. Decorridos apenas alguns meses do governo Dilma (Lula, parte III), já fica clara e bastante evidente a herança maldita que Lula deixa ao país, mais precisamente no colo do seu sucessor.

Trata-se de um nó difícil de desatar: rombo nas contas públicas, câmbio em queda, super-valorizando o real, inflação em alta (apesar da entrada maciça de importados), Copa do Mundo em vias de ser o maior fracasso da história, explicitando a incompetência petista ao mundo todo. Isso apenas para citar os maiores problemas, pois ainda existem outros mais.

Agora, imagine se  Serra tivesse vencido as eleições. Com certeza ele tem capacidade infinitamente maior do que Dilma e sua turma para lidar com situações tão críticas quanto essas, porém, provavelmente seriam quatro anos apenas apagando incêndios, sem chance de apresentar ao Brasil um modelo de crescimento calcado em bases sólidas. Isso enterraria de vez a chance de um segundo governo de oposição, pois daria a Lula a chance de voltar com o discurso de que "só comigo o Brasil anda pra frente".

Não que isso não vá acontecer mesmo sendo o governo atual do PT, pois Lula não tem a menos vergonha na cara de se dissociar do PT quando lhe convém (o mensalão mostrou bem isso), mas com Serra no governo seria bem mais dramático.

Não sei se Dilma se sujeitará a enlamear sua biografia presidencial em favor do ego mastodôntico de seu criador. Ainda tenho esperança que Dilma crie certas dificuldades para Lula voltar triunfante, a fim de tentar entrar para a história da república não apenas como um fantoche tapa-buraco. Isso pode trazer algum benefício ao Brasil (é preciso ver o lado bom mesmo nas desgraças).

Não posso negar que uma luta do PT x PT, seria um daqueles shows bizarros absolutamente imperdíveis.

Agora só falta a oposição de fato de posicionar.