Eugène Delacroix - "A liberdade guiando o povo" - 1830






23 de fev de 2012

Mitos e equívocos


JOSÉ SERRA - O Estado de S.Paulo

As avaliações sobre a recente privatização de três aeroportos brasileiros têm misturado duas coisas: a questão política, enfatizada pela maior parte da oposição e retomada pelo PT, e a da forma e do conteúdo do processo.
Ao contrário do que se propalou, as privatizações dos aeroportos de Guarulhos, Brasília e Campinas (Viracopos) não são as primeiras dos governos do PT. Basta lembrar as espetaculares privatizações na área do petróleo, lideradas pelo megainvestidor Eike Batista, sob a cobertura da lei aprovada no governo FHC - alterada recentemente para pior -, e na geração e transmissão de energia elétrica.
Outra ação privatizante digna de menção ocorreu nas estradas federais, a qual fracassou, não obstante o clima de comemoração na época. Fez-se a concessão de graça, pôs-se pedágio onde não havia, mas os investimentos não chegaram, as estradas continuam ruins e o governo federal só faz perdoar as faltas dos investidores. Um modelo furado, que pretendia ser opção vantajosa ao adotado por São Paulo, com vista a dividendos eleitorais em 2010.
O padrão petista de privatização chega ao dinheiro público. O governo faz concessões na área elétrica e as subsidia, via financiamentos do BNDES e reduções tributárias. Não se trata de dinheiro do FAT, mas tomado pelo Tesouro à taxa Selic, repassado ao BNDES a custo bem inferior. Outro exemplo é o da importante e travada Ferrovia Transnordestina. O governo está pagando quase toda a obra, com dinheiro subsidiado, mas a propriedade da concessão é privada. Quem banca a diferença? O contribuinte, é lógico. Quem faz a filantropia? Os governos petistas, cujas privatizações são originais, ao incluírem grandes doações de capital público ao setor privado.
O outro grande exemplo - felizmente, ainda virtual - é o do trem-bala Rio-São Paulo, projeto alucinado que poderá custar uns R$ 65 bilhões, a maior parte de recursos diretos ou indiretos do governo federal e até mesmo dos Estados, via renúncia fiscal, ou dos municípios, que teriam de fazer grandes obras urbanas. O governo quer bancar também os riscos operacionais do empreendimento: se houver número insuficiente de passageiros, o Tesouro comparecerá para evitar prejuízo para o empreendedor privado!
Para alguns representantes extasiados da oposição, com as concessões dos aeroportos, "finalmente o PT se rendeu à privatização", como se este governo e o anterior já não tivessem promovido as outras que mencionamos. Poderiam, sim, ter lembrado o atraso de pelo menos cinco anos na entrada do setor privado na atividade aeroportuária - atraso ocorrido quando a agora presidente comandava a infraestrutura do Brasil.
As manobras retóricas do petismo são toscas. O primeiro argumento, das cartilhas online e de grandes personalidades do partido, assegura que não houve "privatização" de aeroportos, mas "concessão". Ora, no passado e no presente, os petistas chamavam e chamam as "concessões" tucanas (estradas em São Paulo, telefonia, energia elétrica, ferrovias, etc.) de "privatização".
Os PT argumenta ainda que a Infraero mantém 49% das ações de cada concessionária. Isso é vantagem? Em primeiro lugar, a estatal está pondo bastante dinheiro para formar o capital das empresas sob controle privado - sociedades de propósito específico (SPEs) - que vão gerir os aeroportos. Além disso, vai se responsabilizar por quase metade dos recursos investidos, sem mandar na empresa.
Mais ainda: pagará 49% da outorga (preço de compra da concessão) de cada aeroporto. O total de outorgas é de R$ 25 bilhões, número comemorado na imprensa e na base aliada. Metade disso virá do próprio governo, via Infraero! Isso sem contar os fundos de pensão de estatais, entidades sob hegemonia do PT, que predominam no maior dos consórcios, ganhador do Aeroporto Franco Montoro, em Guarulhos. Tais fundos detêm mais de 80% do grupo privado que comandará o empreendimento!
A justificativa de que a Infraero obterá os recursos para investimentos e outorgas da própria concessão é boba - até porque ela já está investindo nas SPEs e vai sacrificar seus retornos. De mais a mais, quais retornos? As outorgas são obrigatórias, enquanto as receitas são duvidosas. A receita líquida do aeroporto de Guarulhos foi de R$ 347 milhões em 2010. A bruta, R$ 770 milhões. A outorga dessa concessão será paga em 20 parcelas anuais de R$ 820 milhões... Mesmo que a receita líquida duplicasse, de onde iriam tirar o dinheiro para os investimentos? No caso de Brasília, a outorga exigirá cerca de 94 % da receita líquida...
Com razão, o senador Francisco Dornelles (PP-RJ), favorável, como eu, às concessões, ponderou: "Com o que sobra é possível entregar a qualidade desejada? Difícil. Difícil até mesmo operar com os baixos níveis atuais, pois sobrará para as concessionárias muito menos dinheiro do que a Infraero tem hoje".
O que poderá acontecer? As possibilidades são várias: mudanças nos contratos, revisão, para cima, de tarifas, atrasos nos investimentos necessários, subsídios do governo e prejuízos para os cotistas dos fundos. Tudo facilitado pela circunstância de que a privatização (um tanto estatizada) tirará o TCU do controle e transparência de gastos com aeroportos...
Existe ainda um erro elementar e pouco notado. De todos os consórcios que entraram no leilão foi exigida a participação de uma operadora internacional de aeroportos. Mas os consórcios onde estavam as boas operadoras perderam a licitação. E as operadoras internacionais dos grupos que ganharam são de segunda linha...
A Presidência da República reclamou disso, como se não fosse o governo o responsável. O correto teria sido as operadoras internacionais serem introduzidas depois da licitação. Cada consórcio vencedor convidaria então uma operadora, a ser aprovada previamente pelo governo como condição para a homologação da concorrência. É uma sugestão que pode ser adotada nos futuros leilões. Por ora, fica o leite derramado...
*EX-GOVERNADOR E EX-PREFEITO DE SÃO PAULO

13 de fev de 2012

Lula e Zé Dirceu em um restaurante

Segue um exemplo excelente para entender o povo brasileiro e o lulo-petismo:






"Lula e José Dirceu foram jantar em um restaurante muito luxuoso, no qual até os talheres eram de ouro.


De repente, Lula vê o Zé Dirceu pegar duas colheres de ouro e esconder no bolso.
Ficou chateado da vida porque não teve a ideia primeiro e, para mostrar que ele sempre era o CHEFE 
de tudo, decidiu que também ia roubar duas colheres.


Todavia, ficou nervoso (pois os companheiros sempre roubaram para ele e ele nunca sabia de nada") e as colheres acabaram batendo uma contra a outra.
O garçom ouviu o barulho e perguntou ao Lula se ele queria alguma coisa. Lula ficou sem jeito, pois tinha sido pego com a boca na botija e falou que não tinha ouvido nada, não sabia de nada e não queria nada.

Em seguida, Lula tentou de novo, mas uma das colheres caiu no chão. O garçom ouviu outra vez o barulho, 
aproximou-se de Lula e perguntou, outra vez, se queria algo.


Lula pensou um pouco e, como exímio enganador, dissimulado e oportunista, perguntou ao garçom:

- Você quer ver eu fazer uma mágica?
- Sim seu Lula.
- Bom, pega essas duas colher de ouro e p õe elas no meu bolso. O garçom pegou as colheres e as colocou no bolso de Lula.
- OK senhor, e agora?
- Agora conta 1, 2, 3 e tire elas do bolso do Zé Dirceu!


Todos aplaudiram e, ao ir embora, Lula deixou um "graninha" pra todos os garçons e saiu rindo!!!...

Moral da história:


O sujeito viu a oportunidade, roubou, ninguém o viu roubando e ainda saiu aplaudido e considerado "o bom", "o bacana" e "o benfeitor". 




(autor desconhecido)

10 de fev de 2012

Fala diferente

Saiu no Estadão de hoje:


PT reage a FHC: 'Disputa ideológica sobre privatização não acabou'

Uma versão preliminar de resolução política apresentada ontem ao Diretório Nacional do PT diz que "não é verdade que acabou a disputa ideológica sobre as privatizações, como afirmou uma apressada voz tucana". Mesmo sem citar Fernando Henrique, a referência ao ex-presidente não podia ser mais clara.
"Nós não confundimos concessão com privataria tucana", afirmou o presidente do PT, Rui Falcão. "Não vejo porque toda essa celeuma, já que o sistema de concessão dos aeroportos de Guarulhos, Campinas e Brasília nada tem a ver com o modelo privatista dos tucanos, que entregou patrimônio público a preços duvidosos."

Até imagino uma conversa hipotético dentro do governo, parafraseando a esquete de Grande Otelo na Escolinha do Professor Raimundo. "O nome disso é PRIVATIZAÇÃO, mas fala diferente".

Esse PT é uma comédia mesmo.

A seriedade do IPCC

" Em poucos anos a nevasca será um evento muito raro e emocionante e as crianças saberão o que é que é a neve."

Dr. David Viner, Universidade de East Anglia, março de 2000.




Roma, fevereiro de 2012, maior nevasca em 27 anos.

Desnecessário dizer o que acontece no resto da Europa.

8 de fev de 2012

Frase da semana


"Há um software pirata em execução no Brasil. Porque o original é nosso. Quem concebeu essa construção macroeconômica de câmbio flutuante, superavit primário, foi o PSDB. A Lei de Responsabilidade Fiscal, as privatizações, o Proer, que foi fundamental para a solidez do nosso sistema financeiro"

Aécio Neves

A língua é o chicote do corpo

Talvez o título ideal para este post fosse "A arte de mentir e enganar sem o menor pudor em 10 lições". Na verdade, não sei se tenho pena ou digo 'viu, bem feito, eu avisei" para todos aqueles que votaram no PT por causa de suas bandeiras de campanha. Excluo aqui os petistas de carteirinha, pois estes são cúmplices. Mas me refiro aqueles que realmente acreditaram na Dilma. 

As campanhas petistas nas últimas duas eleições presidenciais foi monotemática, a respeito das privatizações do PSDB, e o PSDB nem pra se defender. Agora o PT promove a privatização dos aeroportos. Não que eu seja contra, pra mim a INFRAERO é o que há de mais incompetente em administração e TODOS os terminais do Brasil deveriam ser privatizados, mas não dá pra não rir do fato. Coitado de quem acreditou no PT.

Coitado de quem é católico ou evangélico e acreditou na Dilma, quando disse que é contra o aborto.

Quando o povo brasileiro vai perceber que o PT é apenas uma gigantesca máquina de propaganda fraudulenta, que visa apenas a perpetuação no poder as custas do Estado? Quando perceberão que estão sendo enganados.

Espero que em 2014.