Eugène Delacroix - "A liberdade guiando o povo" - 1830






27 de ago de 2012

Quem inventou a corrupção?


Quem inventou a corrupção? Não sei dizer, isso existe desde que o homem caminha sobre a Terra, e ao contrário do que muitos podem pensar, tampouco foi o PT que a inventou.

Pode até não ter inventado, mas transformou a corrupção em "ARTE". Conseguiu elevar a corrupção e o peculato a um nível jamais imaginado na sociedade pós-medieval.

E o caminho foi relativamente simples: o brasileiro, ao contrário do que dizem as propagandas, é um povo com certa tendência à corrupção (quem nunca viu gente ultrapassando pelo acostamento, furando fila, não devolvendo troco errado, etc?). Afinal de contas, nossa classe política não veio de Marte, veio do seio do povo. Junte-se a isso o populismo extremado, um linguajar chulo e a porta dos cofres abertas aos amigos do rei, que facilmente faz o povo perder o que ainda tinha de senso crítico, de capacidade de revoltar-se com o errado. Corromper-se e tirar vantagem de tudo e todos virou algo visto com o normal, e mais do que isso, sinal de esperteza e inteligência política.

Esse é o grande legado do PT (até agora, coisas piores podem vir) à cultura brasileira: tornou o errado corriqueiro, se os outros fazem também posso fazer, se alguém roubou também posso roubar, se for para o bem "da causa", tudo é permitido. Acabou o pecado (desde que tenha uma vela acesa ao santo certo, quele com um broche de estrelinha vermelha no peito).

O que o PT fez pela moral e ética do Brasil nos últimos 12 anos, levar-se-á décadas para recuperar e voltar a colocar a moral na pauta da vida dos brasileiros.


23 de ago de 2012

Ctrl+Alt+Del



No Brasil existem 3 poderes: o Executivo, eleito pelo povo. O Legislativo, eleito pelo povo, e responsável por formular as leis. O Judiciário, onde a corte maior é indicada pelo Executivo com a aprovação do Legislativo, sendo que apenas esta corte pode julgar membros do Executivo e do Legislativo. Como isso pode dar certo? Pra sair dessa só com Ctrl+Alt+Del.

9 de ago de 2012

A minoria da maioria

Num mundo do cada vez mais ridículo "politicamente correto" somada a pilantragem política do "reino" brasileiro, estão se criando deformidades inacreditáveis. Sempre fui radicalmente contra o sistema de cotas, pois ao invés de corrigir distorções sociológicas, cria outras distorções ainda piores. É a troca da meritocracia pelo paternalismo barato que visa encher urnas de votos. Apesar de ser branco, falta pouco para eu me declarar pardo ou negro (AKA afro brasileiro), ou ficarei preterido de exercer minha cidadania, seja eu merecedor ou não.

Se o governo e as ONG's (arghhh, essa sigla me dá urticária) querem incluir as minorias, que seja dado um ensino público irrestrito de QUALIDADE, e não que apenas se enfie goela a baixo o sistema de cotas, que é injusto, gera racismo e distorções absurdas.

No Estadão de hoje:


Quem prestar vestibular no fim deste ano já poderá ser afetado pela Lei das Cotas, aprovada anteontem pelo Senado. O texto vai ser sancionado pela presidente Dilma Rousseff em até 15 dias e passará a valer assim que for publicado. As universidades federais terão até quatro anos para se adaptar às novas regras, mas até um ano para adotar ao menos 25% do que a lei prevê - ou seja, terão de implementar o novo modelo de cotas em uma escala menor. Reitores criticaram a medida, alegando que ferem a autonomia universitária.

A federal que promove apenas um vestibular por ano terá necessariamente de adotar esse sistema de cotas em seu exame do final de 2012 ou início de 2013. Já universidades que realizam duas provas anuais, como a UnB, de Brasília, poderão adotar o novo sistema só em meados do ano que vem.

A nova lei prevê que 50% das vagas de todos os cursos e turnos das federais sejam reservadas a estudantes que cursaram todo o ensino médio em escola pública. Uma parte dessas vagas deve ser dedicada a negros, pardos e índios, e outra a alunos com renda familiar igual ou menor a 1,5 salário mínimo per capita. A maioria da universidades já adota algum tipo de ação afirmativa, mas poucas atingem um porcentual de 50% das vagas.

Em meio à satisfação da presidente Dilma Rousseff e ao descontentamento dos reitores, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, optou por não comentar nada sobre a aprovação da lei das cotas.

Oficialmente, ele quer primeiro conversar com a presidente, se inteirar sobre o assunto, para só então se manifestar. Nos bastidores, a conversa é outra. Entre os que trabalharam pela aprovação do projeto de lei é quase unânime a tese de que Mercadante nunca foi simpático ao sistema.

Ele teria, até mesmo, pedido várias vezes que o projeto não entrasse na pauta de votação - resistência atribuída à rejeição do tema no Estado de São Paulo, seu reduto eleitoral. Mas o cenário foi ficando cada vez mais propício para a votação dessa lei especialmente após a aprovação pelo Supremo Tribunal Federal da constitucionalidade das cotas.

Outro facilitador, acreditam interlocutores, foi a saída de Demóstenes Torres (sem partido-GO) do Senado, que sempre foi forte opositor das cotas e grande agregador de parlamentares.

Aprovado o projeto, a quebra da autonomia universitária é a principal crítica de reitores à decisão do Senado. Representante dos reitores, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) posiciona-se contra o projeto desde que a tramitação começou.

"Quase todos os reitores são a favor de políticas afirmativas, mas as ações devem ser estabelecidas a partir da autonomia, respeitando a especificidade de cada região", afirma o presidente da Andifes, Carlos Maneschy, reitor da Federal do Pará (UFPA). "Aqui no Pará definimos cota de 50% para escola pública, nem haverá grande mudança. Mas fomos nós que decidimos e essa fórmula não pode ser aplicada em todas."

Para o reitor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Walter Albertoni, a definição de 50% é preocupante e pode resultar em queda de qualidade de ingressantes, principalmente em cursos mais exigentes, como Medicina. "Ainda não dá para saber como vai ser o desempenho com esse porcentual", diz ele. A Unifesp reserva 10% de vagas de cada curso e o desempenho dos alunos é considerado bom, segundo Albertoni.

O reitor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Helio Waldman, discorda. Segundo ele, é imprescindível porcentual como esse. "Não adianta colocar cotas pequenas. Quando se tem 10%, por exemplo, frequentemente a nota de corte é até superior ao dos não cotistas, pois essas vagas serão preenchidas por alunos vindos de escolas técnicas e colégios militares, que, em geral vêm de famílias com renda alta", diz ele.

Intromissão. O reitor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Roberto Salles, criticou a "intromissão indevida" do Congresso. "O Senado está transferindo a responsabilidade do ensino médio de qualidade, que cabe aos governadores e prefeitos, para as universidades. Estão passando o pepino", afirmou Salles. Recentemente, a UFF aprovou a reserva de 25% das vagas.

A Universidade Federal da Bahia (UFBA) precisará de poucos ajustes para se adequar à lei. "Nossa política de cotas é semelhante à aprovada pela Câmara", diz a reitora Dora Leal Rosa.

Em vigor desde 2004, o sistema de cotas da UFBA reserva 43% das vagas a estudantes que tenham cursado todo o ensino médio - além de pelo menos um ano do ensino fundamental - em escolas públicas. Além disso, oferece 2% das vagas a descendentes de índios.

Dentro da cota, 85% são direcionadas a negros e pardos, seguindo as proporções da população baiana. / COM BRUNO DEIRO, CLARISSA THOMÉ, OCIMARA BALMANT e PAULO SALDAÑA





8 de ago de 2012

Legislando em causa própria


Da Folha Poder

A Câmara aprovou nesta quarta-feira (8) projeto que acaba com o crime de vadiagem previsto na Lei de Contravenções Penais de 1941. O autor do projeto é o ex-deputado e atual ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. A proposta segue para votação no Senado.

De acordo com a lei atual, é considerado vadiagem "entregar-se habitualmente à ociosidade, sendo válido para o trabalho, sem ter renda que lhe assegure meios bastantes de subsistência, ou prover à própria subsistência mediante ocupação ilícita".

A pena prevista por vadiagem é de prisão simples, de 15 dias a três meses.

"Entendemos que a matéria tratada nesta proposição é de extrema relevância,
além de reparar uma das grandes injustiças que ainda se perpetram no nosso
ordenamento jurídico", justifica Cardozo em trecho do projeto.

"Não é possível conviver mais um único dia com determinações legais dessa natureza, contemporâneas do ordenamento jurídico medieval", acrescenta.

A proposta aprovada já tinha sido apresentada anteriormente em 2003 pelo então deputado Marcos Rolim, mas na ocasião foi arquivada.


Ministro nega que governo é atingido com julgamento do mensalão



Do 24 Horas News

Petista influente, o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo negou que o governo sai atingido com o julgamento do mensalão e também refutou as informações que circulam nos corredores de que Dilma Rousseff está promovendo uma agenda positiva como contraponto ao maior julgamento da história do Supremo Tribunal Federal (STF). Dilma lança na manhã desta quarta-feira um plano de prevenção e combate a desastres naturais.

"Este tipo de ato é normal do governo. Temos atos cotidianos em que questões importantes levam a presidente da República e os ministros a comparecer para colocar em público políticas governamentais¿, desconversou o ministro. O julgamento deve durar mais de um mês na Suprema Corte, mas o governo não acredita que venha a ser prejudicado com a lembrança do maior escândalo político do governo Lula. "O governo em nenhum momento será atingido por nenhuma decisão que for tomada pelo Poder Judiciário. Nós vivemos em um estado de direito", ressaltou.

As sustentações orais da defesa dos réus continuam hoje à tarde, a partir das 14h. O primeiro advogado a falar será Márcio Thomaz Bastos, em nome de José Roberto Salgado. Cada advogado tem o prazo regimental de uma hora para apresentar suas alegações. (...)
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É claro que não vai respingar no governo. Já expliquei o porque no post anterior.




O prejuízo político do mensalão


Engana-se quem acredita que o escândalo do MENSALÃO e a eventual condenação da cúpula to PT possa respingar nas urnas, afetando o PT e seus caciques. Afinal de contas, do que se trata esse julgamento? É "apenas" formação de quadrilha, desvio de verba pública, peculato, corrupção ativa e outros delitos, ou "mal-feitos".

Há 8 anos que o ALU-LA-bá dessa quadrilha de 38 ladrões, através da imprensa paga com dinheiro público  vindo de anúncios de estatais, vem lavando o cérebro de nosso pouco politizado e pouco instruído povo, afirmando que esses são crimes menores e sem importância desde que cometido por um petista, afinal de contas, o petista, mesmo roubando e cometendo crimes de lesa-pátria está sempre se dedicando a uma causa maior, que é o projeto de poder do PT, que no fim  trará benefícios ao povo trabalhador (!).

O leitor pode achar piada, mas tem brasileiro que aceita isso.

Há muito tempo que o brasileiro perdeu a capacidade de se indignar com  o errado, com o ilegal e com o imoral. Talvez, porque no fundo, o brasileiro SEJA assim.