Eugène Delacroix - "A liberdade guiando o povo" - 1830






30 de set de 2012

Nem Marta confia no PT


A situação do candidato-poste Haddad não é das mais fáceis. A própria Marta já disse que acha ele fraco, e se recusou a entrar na campanha, principalmente por ter sido podada por "deus" e proibida de concorrer a prefeitura. Mas como Haddad continua patinando nas pesquisas, Marta sofreu pressão para finalmente entrar na campanha. 

Porém para apoiar o palerma do Haddad, Marta exigiu um ministério em troca, porém, teve que ser "a vista", porque a Marta conhece bem o PT e sabe que não dá pra confiar nessa gentalha. Se deixasse para depois da eleição, iria ficar na promessa. Quero e tem que ser já!

Bem que a Marta fez, afinal ela conhece bem o partido ao qual é filiada.


23 de set de 2012

Cuba: a utopia dos hipócritas


"Não posso defender um regime sob o qual eu não gostaria de viver. Não posso admirar um país do qual eu não possa sair na hora que quiser. Não dá para defender um regime em que não se possa publicar um livro sem pedir permissão ao governo. Apesar disso, há uma porção de intelectuais brasileiros que defendem Cuba, mas, obviamente, não querem viver lá de jeito nenhum. É difícil para as pessoas reconhecer que estavam erradas, que passaram a vida toda pregando uma coisa que nunca deu certo."     

Ferreira Gullar, poeta, 82 anos, ex-membro do PCB, dando sua opinião a respeito da ex-admirada Cuba socialista e revolucionária, em entrevista à Veja desta semana.

9 de set de 2012

A mulher-gato


Depois de ser pega na mentira chamando uma devolução de cobranças indevidas na conta de luz de desconto, a Dilma está sendo chamada de mulher-gato.




Dilma faz o povo de trouxa




Kassab: a chance perdida


Semana passada FHC declarou que o eleitor paulistano está cansado do PSDB, que há “fadiga de material”. Acho que ele está correto. Na verdade, a situação de Serra e Haddad nesta campanha, somado ao surpreendente desempenho de Russomano mostram algo um pouco além disso: o eleitor está cansado da polarização PT x PSDB.

Isso pode ser uma boa notícia, uma vez que o PSDB está longe de ser um partido que faz oposição de verdade, apesar da polarização. Como oposição, é um retumbante fracasso. E o eleitorado estar cansado do PT é excelente.

Pois bem, seria aí a hora de entrar a terceira opção. Sabemos que os partidos mais a esquerda, tipo os PC do B e PSOL da vida não tem espaço, não caem no gosto do eleitorado geral. O DEM, desde há muito tempo também sofre a dita “fatiga de material”, trocou de nome, mas não foi suficiente.

Para esta terceira opção o PSD de Kassab cairia como uma luva: um partido novo, porém com políticos experientes, novas propostas, enfim, ar fresco na atmosfera político-partidária viciada. Porém Kassab, o “coronel” do novo partido, quis continuar sua saga de político esperto e gênio tático e resolveu anunciar que seu partido não tinha ideologia, não seria nem de esquerda nem de direita, nem governo nem oposição. Apóia Serra, mas flerta com Dilma e o PT. Ora, o povo não é tão burro, de partido ultra-mega fisiologista já temos o PMDB, quem precisa do PSD?

Kassab perde a chance de se tornar uma liderança nacional de verdade e colocar o PSD numa posição invejável. Mas sua tática de acender uma vela pra deus e outra pro diabo, pra ficar bem com todo mundo, o fez perder a grande chance da política nacional nos últimos 15 anos.



3 de set de 2012

Se Collor fosse Lula


Segundo publicado hoje na coluna Radar de Lauro Jardim, a biografia de Collor "esquece" de mencionar seu impeachment.

Se Collor fosse Lula, apenas diria que o impeachment "Nunca existiu!"


O lado bom do mensalão

Talvez a melhor herança do PT. Pelo menos pra isso talvez sirva.

A corrupção é tanta e tão descarada, que pelo menos o STF aparenta tentar uma reação ética para o bem da Pátria.


STF define tratamento mais rigoroso contra a corrupção, leia no Folha on line.


Mudanças climáticas e governança global

Artigo de LUIZ CARLOS BALDICERO MOLION, publicado na Folha on line.


Um resfriamento global, com mais invernos rigorosos e má distribuição de chuvas, é esperado nos próximos 20 anos, em vez do aquecimento global antropogênico (AGA) alardeado pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC).

O AGA é uma hipótese sem base científica sólida. As suas projeções do clima, feitas com modelos matemáticos, são meros exercícios acadêmicos, inúteis quanto ao planejamento do desenvolvimento global.

Seu pilar básico é a intensificação do efeito estufa pelas ações humanas emissoras de dióxido de carbono (CO2) e metano (CH4), por meio da queima de combustíveis fósseis e de florestas tropicais, das atividades agrícolas e da pecuária ruminante.

Porém, o efeito estufa jamais foi comprovado, nem sequer é mencionado nos textos de física. Ao contrário, há mais de cem anos o físico Robert W. Wood demonstrou que seu conceito é falso. As temperaturas já estiveram mais altas com concentrações de CO2inferiores às atuais. Por exemplo, entre 1925 e 1946 o Ártico, em particular, registrou aumento de 4°C com CO2 inferior a 300 ppmv (partes por milhão em volume). Hoje, a concentração é de 390 ppmv.

Após a Segunda Guerra, quando as emissões aumentaram significativamente, a temperatura global diminuiu até a metade dos anos 1970.

Ou seja, é obvio que o CO2 não controla o clima global. Reduzir as emissões, a um custo enorme para a sociedade, não terá impacto no clima. Como mais de 80% da matriz energética global depende de combustíveis fósseis, reduzir emissões significa reduzir a geração de energia e condenar países subdesenvolvidos à pobreza eterna, aumentando as desigualdades sociais no planeta.

Essa foi, em essência, a mensagem central da carta aberta entregue à presidenta Dilma Rousseff antes da Rio+20 --assinada por 18 cientistas brasileiros, eu inclusive.
A trama do AGA não é novidade e seguiu a mesma receita da suposta destruição da camada de ozônio (O3) pelos clorofluorcarbonos (CFC) nos anos 1970 e 1980.
Criaram a hipótese que moléculas de CFC, cinco a sete vezes mais pesadas que o ar, subiam a mais de 40 km de altitude, onde ocorre a formação de O3. Cada átomo de cloro liberado destruiria milhares de moléculas de O3, reduzindo a sua concentração e permitindo a maior entrada de radiação ultravioleta na Terra, o que aumentaria os casos de câncer de pele e eliminaria milhares de espécies de seres vivos.

Reuniões com cientistas, inclusive de países subdesenvolvidos, foram feitas para dar um caráter pseudocientífico ao problema inexistente, foi criado o Painel de Tendência de Ozônio no âmbito do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e foi elaborado o Protocolo de Montreal (1987), assinado pelos países subdesenvolvidos sob ameaças de sanções econômicas. O Brasil também assinou, para ter sua dívida externa renovada.

Em 1995, os autores das equações químicas que alegadamente destruíam o O3receberam o Nobel de Química. Porém, em 2007 cientistas do Jet Propulsion Laboratory da NASA demonstraram que as suas equações não ocorrem nas condições da estratosfera antártica e que não são a causa da destruição do ozônio.

O AGA seguiu os mesmos passos, com reuniões científicas, a criação do IPCC, o Protocolo de Kyoto e o Nobel (da Paz?) para o IPCC e Al Gore.
Essas foram duas tentativas de se estabelecer uma governança global. Qual será o próximo passo? A Plataforma Intergovernamental de Políticas Científicas da Biodiversidade e Serviços (IPBES)?
LUIZ CARLOS BALDICERO MOLION, 65, doutor em meteorologia pela Universidade de Wisconsin (EUA), é professor da Universidade Federal de Alagoas