A declaração de Dilma à Folha
nesta semana, afirmando que é impossível dissocia-la de Lula, e que Lula não
vai voltar porque nunca saiu, não chega a ser uma novidade chocante para
aqueles que acompanham o governo. Porém, ouvir isso da boca da presidente nos
traz algumas reflexões.
Primeiro, a presidente admite
publicamente e de livre e espontânea vontade sua condição de POSTE, de
marionete, de alguém sem nenhum valor, que apenas existe para cumprir uma regra
da legislação eleitoral, uma fraude, um embuste. Como disse, isso não é nenhuma
novidade, mas ouvir isso da boca dela tem outra conotação.
Por óbvio que sua intenção não
era passar atestado de vaso decorativo (aliás, para decorar algo falta muito),
mas sim, tentar colar sua imagem na de Lula num momento de desespero. No
momento em que seu “governo” faz mais água que o Titanic, que os aliados estão
pulando fora como ratos desesperados, ela tenta lançar uma arma fatal: “eu e
Lula somos a mesma pessoa”. Isso na verdade é o abraço do afogado. Dilma tenta
usar Lula como uma última boia para se salvar do naufrágio.
Conhecendo-se Lula, sabe-se que
ele vai repelir este abraço, jamais aceitaria afundar em prol de algum
companheiro. Já deixou Genoíno, Dirceu, João Paulo e Palocci afundar sem se
prestar a tábua de salvação. Não será agora que irá colar sua imagem a imagem
de uma governante desqualificada.
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