Eugène Delacroix - "A liberdade guiando o povo" - 1830






29 de jul de 2013

Dilma e o abraço do afogado

A declaração de Dilma à Folha nesta semana, afirmando que é impossível dissocia-la de Lula, e que Lula não vai voltar porque nunca saiu, não chega a ser uma novidade chocante para aqueles que acompanham o governo. Porém, ouvir isso da boca da presidente nos traz algumas reflexões.
Primeiro, a presidente admite publicamente e de livre e espontânea vontade sua condição de POSTE, de marionete, de alguém sem nenhum valor, que apenas existe para cumprir uma regra da legislação eleitoral, uma fraude, um embuste. Como disse, isso não é nenhuma novidade, mas ouvir isso da boca dela tem outra conotação.

Por óbvio que sua intenção não era passar atestado de vaso decorativo (aliás, para decorar algo falta muito), mas sim, tentar colar sua imagem na de Lula num momento de desespero. No momento em que seu “governo” faz mais água que o Titanic, que os aliados estão pulando fora como ratos desesperados, ela tenta lançar uma arma fatal: “eu e Lula somos a mesma pessoa”. Isso na verdade é o abraço do afogado. Dilma tenta usar Lula como uma última boia para se salvar do naufrágio.


Conhecendo-se Lula, sabe-se que ele vai repelir este abraço, jamais aceitaria afundar em prol de algum companheiro. Já deixou Genoíno, Dirceu, João Paulo e Palocci afundar sem se prestar a tábua de salvação. Não será agora que irá colar sua imagem a imagem de uma governante desqualificada.

Nenhum comentário: