Eugène Delacroix - "A liberdade guiando o povo" - 1830






20 de nov de 2013

Palavra a bem da sensatez e dos bons costumes

O Brasil vive dias estranhos. O brasileiro volta a questionar seus valores.

Uma pessoal sensata e de bons costumes, ao ver qualquer ato de corrupção, roubo, etc, ficaria indignada, independente do autor.

No Brasil de hoje, isso ficou relativo. “Se for meu adversário roubando, é crime, se for meu aliado, é golpe da mídia, das elites, ou de qualquer outra entidade abstrata”.

Isso beira o fanatismo religioso, onde os atos escusos, são justificados pelo partido a que se pertence, que passa a fazer o papel de seita.

Pessoas sensatas e de bons costumes, condenam atos ilícitos, não importando a agremiação ou o partido político.

Fanáticos que tratam partido político como seita, buscam desculpas de todo tipo para justificar seus atos, escondem-se atrás de um suposto “golpe das elites” (elite pra mim é quem está no poder há mais de 10 anos).

Se autoproclamar “preso político” é uma das coisas mais ridículas que já ouvi. Estamos em uma democracia (ainda), e os condenados fazem parte do partido político que controla o executivo há mais de uma década, e os juízes de STF que os condenaram por ampla maioria (por vezes unanimidade) foram quase todos (cerca de 2/3) indicados por este mesmo partido!

Chamar os membros do judiciário de “traidores” é o mesmo que dizer que, por terem sido indicados pelo PT, automaticamente todos os membros do PT estão acima da LEI e podem cometer qualquer delito, pois o STF lhe deve gratidão e obediência. Oras, isso é coisa que se vê apenas em ditaduras como Coréia do Norte, Cuba, certos países africanos, Irã e agora recentemente Venezuela.



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